Bassam Khabieh/Reuters |
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Homem cuida do corpo de uma criança entre outras vítimas do ataque por gás na Síria |
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que é necessário esclarecer um suposto ataque com armas químicas em subúrbios de Damasco ontem, mas não chegou a exigir que seus especialistas, que atualmente estão na Síria, investiguem o caso.
“Há uma forte preocupação entre os membros do conselho sobre as alegações e um senso geral de que deve haver clareza sobre o que aconteceu e que a situação deve ser acompanhada de perto”, disse a embaixadora da Argentina na ONU, Maria Cristina Perceval, a jornalistas após uma reunião de emergência do conselho a portas fechadas.
Estados Unidos, Grã-Bretanha e França estão entre cerca de 35 países que pediram ao investigador-chefe da ONU, Ake Sellstrom, cuja equipe está atualmente na Síria, para investigar o incidente o mais rápido possível.
Diplomatas da ONU, no entanto, disseram que Rússia e China se opuseram à linguagem do texto que teria exigido uma investigação da organização internacional.
O incidente, que pode ser o mais grave ataque com armas químicas desde a década de 1980, pode ter matado de 500 a 1.300 pessoas em subúrbios de Damasco.
Rússia pede investigação sobre alegações
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia pediu uma investigação justa e profissional sobre os relatos de que as tropas leais ao presidente sírio, Bashar al-Assad, realizaram um ataque com armas químicas.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Alexander Lukashevich, disse ontem que as circunstâncias em torno dos relatos, incluindo a presença de inspetores da ONU no país, sugerem que o ataque poderia ser uma provocação da oposição.
“Tudo isto não pode deixar de sugerir que, mais uma vez, estamos lidando com uma provocação pré-planejada. Esta opinião é corroborada pelo fato de que o crime foi cometido perto de Damasco, no momento em que uma missão de peritos da ONU tinham iniciado com êxito o seu trabalho de investigar alegações sobre possível uso de armas químicas lá”, disse Lukashevich.
Oposição acusa governo pelo ataque
O grupo opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos acusou o governo de Bashar al-Assad de matar centenas de pessoas em um ataque químico a três cidades da periferia de Damasco. A ação é negada pelo governo.
Ativistas da oposição publicaram na internet fotos e vídeos de supostas vítimas.
A natureza, a data e a origem das imagens não podem ser verificadas de forma independente, no entanto, devido às restrições impostas pelo regime sírio à entrada de jornalistas e organizações internacionais. As imagens mostram ambientes repletos de corpos, entre os quais mulheres e crianças. A maioria não tem ferimento aparente e muitos estão envolvidos em lençóis brancos.
O governo dos EUA já disse que uso de armas químicas seria uma “linha vermelha” que poderia levar a uma ação militar.
