Internacional

Síria: países pedem investigação objetiva

Reuters
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Rússia e Estados Unidos concordam com a necessidade de uma investigação objetiva sobre as alegações de que as tropas leais ao presidente sírio, Bashar al-Assad, lançaram um ataque com armas químicas, disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia ontem.

A chancelaria de Moscou também disse em um comunicado que a Rússia, principal aliada internacional de Assad em mais de dois anos de guerra civil, pediu ao governo sírio que autorize uma investigação por parte de uma missão de peritos da ONU.

“O lado russo pediu ao governo sírio a cooperação com os peritos químicos da ONU. Cabe agora à oposição, que deve garantir o acesso seguro para a missão ao alegado local do incidente”, disse o ministério.

Avaliações

Agências de inteligência dos Estados Unidos e de países aliados fizeram a avaliação preliminar de que as forças sírias usaram armas químicas em um ataque próximo a Damasco nesta semana, provavelmente com aprovação do alto escalão do governo de Bashar al-Assad, segundo fontes de segurança norte-americanas e europeias.

As conclusões iniciais devem intensificar a pressão sobre o presidente norte-americano, Barack Obama, por uma ação mais incisiva por parte dos Estados Unidos, embora ele já tenha sinalizado que pretende manter uma posição cautelosa.

Sob anonimato, fontes ouvidas pela Reuters ressaltaram que a avaliação é preliminar e que, a nesta etapa, a busca por provas conclusivas ainda pode levar dias, semanas ou mais. Obama disse à emissora CNN que o suposto ataque da madrugada de quarta-feira nos subúrbios de Damasco foi “claramente um fato grande, de grave preocupação”, mas salientou a importância de respeitar o direito internacional na resposta ao incidente, e alertou para os custos humanos e financeiros de um eventual envolvimento norte-americano em disputas externas.

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