Nem só de informações vivem os jornalistas da mídia eletrônica. Trocar ideias, conhecer lugares e pessoas fizeram parte do roteiro daqueles que participam do 6º Encontro Nacional da Associação Brasileira de Mídia Eletrônica que começou ontem e prossegue até hoje em Bauru. A visita ao Jardim Botânico, especialmente no Jardim Medicinal e Sensorial, foi um momento especial na ‘pauta’ do dia.
Douglas Reis |
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Adriana Roveroni, Alexandre Campos e Hércules Dias impressionados com as plantas |
O clima cooperou, o sol entre as árvores deu um toque bucólico no espaço e fez com quem vive em grandes centros e sofre com o estresse tivesse uma manhã de despertar da sensibilidade.
Alexandre Campos, jornalista carioca, ficou surpreso com a complexidade de elementos puros da natureza. “Saí da rotina, senti uma paz interior muito grande. Não me furtei a fotografar as pessoas junto às plantas num cenário diferente.”
Para uma das organizadoras do evento, Vilma Borges, a visita ao Jardim Botânico deu continuidade à programação ‘light’. “A hospedagem no seminário Santo Antônio de Agudos e a visita ao Jardim Botânico teve a intenção de transmitir paz interior aos participantes do encontro. Pessoas que convivem com a correria das grandes cidades e com o estresse diário que permeia a vida dos jornalistas.”
A jornalista de Jaú Adriana Roveroni ficou maravilhada com o ambiente. “Não conhecia o Jardim Sensorial. Sentir o perfume das plantas nas mãos nos remete a lembranças. É uma sensação única. O Jardim Botânico também é um espaço onde pode ser realizado um aniversário, um piquenique, isso é muito bom.”
Karina Duque Estrada, jornalista carioca, veio pela primeira vez ao Estado de São Paulo e ficou encantada por Bauru. “Eu gostei do Jardim Botânico. Tenho um contato muito especial com as plantas. Descobri uma temperatura diferente onde as plantas crescem em tempos diversos.”
O jornalista de Goiânia Hércules Dias ficou impressionado com a quantidade de variedades de plantas. “O Jardim Medicinal e Sensorial é um toque mágico. Gostei de saber e conhecer uma planta, a catinga da mulata que é uma planta afrodisíaca , segundo o guia que estava no acompanhando,” disse.
Mariza Torelli de São Paulo ressaltou a importância de poder tocar nas plantas: “Sentir a textura, o odor. Temos plantas que exalam perfumes e as curativas. É muito importante que as crianças conheçam esse espaço, as plantas merecem respeito e cuidados.” Torelli lembrou que um trabalho dela feito durante 30 anos, junto à Associação de Orquidófilos de São Paulo, garantiu que seu nome fosse dado a uma orquídea. “Um produtor desenvolveu durante 4 anos uma espécie registrada em Londres como Mariza Torelli, portanto eu sou uma orquídea.”
Método de percepção
A terapeuta e presidente do Conselho de Ética da Abime São Paulo e Brasil, Iara Guilherme, explicou que dentre os métodos que usa para expandir a percepção de crianças e adultos com problemas comportamentais utiliza as plantas. “Gostei muito da experiência aqui porque não é só absorver o mundo através dos olhos, mas também através de todos os sentidos. Esse espaço dá oportunidade para todas as pessoas sentirem as plantas medicinais.”
