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Fórmula 1: Previsível


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Depois de sua tradicional parada no calendário para as férias do verão europeu, a Fórmula 1 está de volta neste final de semana com a disputa do Grande Prêmio da Bélgica, no lendário circuito de Spa-Francorchamps.


A grande expectativa para a prova gira em torno do desempenho de Lewis Hamilton. Vencedor da última etapa na Hungria, o piloto da Mercedes terá de provar que o resultado mostra uma real e consistente evolução da equipe para o restante do Campeonato. Para tanto, o inglês começou bem.


Ontem, na classificação mais imprevisível da temporada por conta das mudanças constantes no clima em solo belga, o resultado da sessão que definiu o grid de largada acabou não sendo tão imprevisível assim. Pela quarta corrida seguida a pole position ficou com o inglês Lewis Hamilton.


Foi ainda a oitava vez neste Mundial que a Mercedes colocou um de seus pilotos no primeiro lugar do grid.


“Não consigo lembrar a última vez que fiquei tão feliz ao cruzar a linha de chegada como hoje (ontem). Assim que olhei para um dos telões vi o time todo festejando na garagem e foi uma sensação incrível”, afirmou Hamilton, que chegou à marca de 31 poles em sua carreira na F-1.


O inglês terá ao seu lado na primeira fila a companhia de Sebastian Vettel, da Red Bull.


“Com as condições da pista mudando a cada instante por causa da chuva acho que esta segunda colocação não foi um mau resultado”, disse o líder do Mundial. “Era um treino muito fácil de cometer erros e conseguimos ficar em segundo e terceiro”, completou, em referência ao fato de seu companheiro de time, Mark Webber, sair logo atrás.

 

Hora do ‘vamos ver’

 

O carro da Mercedes é sem dúvida um dos mais rápidos do grid em uma volta lançada, mas a vitória na Hungria surpreendeu por ter acontecido em condições de alto desgaste de pneus, o ponto fraco do W04 na primeira metade da temporada.


Quarenta e oito pontos atrás do líder Sebastian Vettel na classificação, Hamilton ainda tem chances de brigar pelo título caso prove consistência.


“Spa é um circuito fantástico e muito divertido de guiar. Nós estamos todos ansiosos pela segunda metade da temporada e a oportunidade de conquistar mais bons resultados”, diz Hamilton.


“Eu estive na fábrica para encontrar com meus engenheiros e praticar no simulador. Foi bom ver todos e sentir o entusiasmo geral após a parada de verão”, completou.


Com o Grande Prêmio da Itália, em Monza, daqui a duas semanas, esta será uma sequência de provas em circuitos de alta velocidade e pouca pressão aerodinâmica. Com boa parte das voltas em aceleração máxima e as temperaturas elevadas de verão, isto se configura num cenário de alto desgaste de pneus. Aqueles que forem bem em Spa, devem ser competitivos também em Monza.


Este é um momento crucial na disputa pelo título de 2013, Vettel lidera com 172 pontos, e tem 38 de vantagem para o segundo colocado, Kimi Raikkonen. O finlandês, junto com Alonso e Hamilton, formam o segundo pelotão com 134, 133 e 124 pontos respectivamente.


Se Vettel conseguir se impor em Spa e Monza, o caminho para o tetracampeonato do alemão estará bem mais curto.

 

‘Não tenho nada a perder na corrida’, diz Alonso

Precisando de um bom resultado no GP da Bélgica para manter-se vivo na disputa pelo título deste ano, Fernando Alonso afirmou que não tem nada a perder depois de se classificar numa modesta nona colocação no grid. “Honestamente, saindo desta posição não tenho nada a perder, só a ganhar na corrida”, disse o piloto da Ferrari, terceiro colocado no Mundial de Pilotos.


“Vamos torcer para que seja um daqueles finais de semana que tudo parece perdido no sábado e no domingo é tudo diferente, como foi em Silverstone, quando também larguei em nono e na corrida vimos o câmbio do carro do Vettel quebrar quando ele estava na liderança e eu acabei chegando no pódio”, afirmou Alonso, que jamais venceu no tradicional circuito de Spa-Francorchamps.


Segundo o espanhol, as condições instáveis nas quais o treino foi disputado não lhe ajudaram em nada. “Pode ter sido uma classificação divertida para quem estava vendo de fora, mas para nós foi bastante complicado”, afirmou.


“Mas também não adianta ficar pensando na classificação agora porque cada segundo que perdemos pensando nisso é um segundo a menos que gastamos nos preparando para a corrida, que é o que vale pontos no fim das contas”.

Massa atribui 10º lugar no grid à falta de sorte

Para Felipe Massa, o que mais faltou a ele na sessão que definiu o grid de largada do GP da Bélgica foi sorte. Apenas décimo colocado no grid, o ferrarista disse que não terá uma corrida fácil.


“Estava tudo indo bem, nós passamos pelo Q1, pelo Q2 e no Q3 a gente saiu para a volta de aquecimento e começou a chover forte. Todos os carros pararam, eu também, e como aquele era o melhor momento da pista até então, porque ela ainda estava um pouco seca, a gente resolveu arriscar e, em vez de fazer o pit stop, eu só troquei os pneus e continuei”, explicou o piloto brasileiro.


“O problema é que acabei ficando só com uma volta de gasolina e no fim do treino parou de chover e todo mundo melhorou a volta”, completou Massa. “Se desse certo todo mundo ia falar que fiz bem, mas agora não adianta mais pensar nisso e temos que nos focar em tentar se recuperar amanhã (hoje)”.


Segundo Massa, se a classificação tivesse sido disputa com pista seca, a chance de largar entre os cinco ou seis primeiros era boa.


“Sair em décimo não é nossa posição real, mas pelo que vimos dos treinos livres temos um bom ritmo de corrida e agora vamos tentar recuperar na corrida o que perdemos na classificação. Sei que não vai ser fácil, mas vamos tentar ao máximo”, completou o ferrarista.

 

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