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Bauru: transporte escolar entra em greve

Paola Patriarca
| Tempo de leitura: 2 min

Cerca de 5 mil alunos bauruenses da rede estadual foram surpreendidos, na manhã de hoje (26). Entre as 5h e 7h da manhã, os ônibus do transporte escolar não saíram das garagens, sem qualquer aviso prévio.

Uma paralisação foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo (Sindtran), por motoristas e monitoras, que estão descontentes com a proposta de reajuste salarial da empresa concessionária do serviço, a Oswaldo Brambilla Transporte Coletivo Ltda.

Éder Azevedo

Motoristas e monitoras do transporte escolar de Bauru entram em greve

Segundo o presidente do Sindtran, José Rodrigues da Silva, a paralisação foi decidida em assembleia, na semana passada. O grupo reivindica o aumento de 8,5 % nos salários, ticket-alimentação de R$ 100,00 e ajuste na PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

“Todos os motoristas e coordenadoras do transporte escolar estão esperando por uma resposta da empresa em relação às reivindicações. Na semana passada, nós informamos aos responsáveis sobre nossas propostas, mas eles não aceitaram”.

Éder Azevedo

Polícia Militar (PM) foi acionada no local; até o momento, a manifestação segue pacífica

Ainda de acordo com José Rodrigues, apenas dois ônibus foram liberados para buscar as crianças.

A diretoria da Brambilla, no entanto, frisa que a manifestação é dos diretores do Sindtran e que, desde maio, a empresa tomou a iniciativa de aumentar 8,5% nos salários dos funcionários.

“Apresentamos aos funcionários, em maio, a iniciativa de aumentar o salário em 8,5%. No final do mês de julho afirmamos que iriamos pagar esse reajuste e a proposta foi protocolada. Entretanto, o próprio sindicato não aceitou e agendou no Ministério do Trabalho para outubro. Nós estranhamos, mas acatamos a decisão”, afirma Helsio Bíscaro, diretor da empresa de transporte escolar.

Conforme Helsio Bíscaro, o próprio sindicato induziu os motoristas, durante a assembleia, para não aceitarem a proposta da empresa. A Brambilla, ainda de acordo com o diretor, realizou uma contraproposta ao sindicato, mas ele não deu resposta.

“Nós fomos surpreendidos na manhã desta segunda-feira com a paralisação. Homens encapuzados e com máscaras impediram a saída dos ônibus e até furaram pneus dos veículos para que eles não saíssem. Isso é vandalismo. A paralisação acabou prejudicando crianças que necessitam do transporte, como as crianças da Apae”, enfatiza Helsio.

A empresa, durante esta manhã, conseguiu uma liminar com o Ministério do Trabalho que proíbe o piquete na entrada da empresa de transporte escolar, assim como em qualquer outro lugar sob risco de multa diária.

Uma proposta será apresentada para a categoria, no período da tarde desta segunda-feira (26) e, se os manifestantes aceitarem, o transporte escolar voltará normalmente amanhã (27).

A Polícia Militar (PM) foi acionada e, de acordo com os militares, a paralisação seguiu pacífica durante a manhã. Entretanto, com a chegada do oficial de Justiça e da advogada da empresa, viaturas foram acionadas para dar apoio no local.

 

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