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Dada largada para duplicação da rodovia Bauru-Iacanga

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Malavolta Jr.

Veículos ontem em trecho da estrada: perímetro urbano

As obras de duplicação da rodovia Cezário José de Castilho (SP-321), a Bauru-Iacanga, finalmente começaram. Embora a ausência de máquinas no local pareça indicar o contrário, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) confirmou, ontem, que serviços preliminares, como medições de pista, levantamento topográfico, marcações de estacas e montagem de canteiro de obras já estão em andamento.

Ainda de acordo com o órgão, maquinários começarão a operar em breve no trecho de 11,82 quilômetros a ser duplicado, compreendido entre Bauru e o trevo de acesso ao aeroporto Moussa Tobias, na divisa com Arealva.

Segundo a assessoria de imprensa do DER, os serviços preliminares foram iniciados no mês passado e a expectativa é de que as obras, orçadas em R$ 91,1 milhões, sejam concluídas em junho de 2014.

Conhecida como “rodovia da morte” por ser palco de muitos acidentes graves, a Bauru-Iacanga é uma importante via de acesso a bairros como Quinta da Bela Olinda, Nova Bauru, Jardim Colina Verde, Parque City, Jardim Ivone, Vila São Paulo e Pousada da Esperança, além de fazer ligação com cidades vizinhas, como Arealva, Iacanga e Reginópolis.

Com um grande outdoor anunciando o início das obras em junho de 2013, a inexistência de máquinas trabalhando no local vem provocando descontentamento entre os moradores daquela região.

“Houve uma promessa, mas, até agora, nada foi feito. E, após o anúncio das obras, a manutenção do asfalto não ocorreu mais. Está uma buraqueira sem fim. Só não morre mais gente porque acho que Deus fica ali, de plantão, o dia todo”, lamenta um morador, que preferiu não se identificar.

Filas

Ele reclama ainda da formação de filas de carros que tentam atravessar a rodovia durante dias úteis, a partir das 18h. “Elas chegam a mais de um quilômetro de extensão. Por conta do movimento intenso, a espera é longa”, completa.

O DER garante, no entanto, que esta realidade tem data marcada para acabar. Com oito viadutos, duas passarelas e vias marginais, a promessa é de que rodovia terá segurança máxima quando for duplicada, reduzindo sensivelmente o número de acidentes e a possibilidade de mortes no trecho urbano.

O projeto prevê que viadutos serão implantados nos quilômetros 345 (altura do Centro Comunitário), 346 (acesso à rua José Bombini), 349 e 353. No quilômetro 351, no trecho de acesso à estrada vicinal de Pederneiras, serão construídos ainda outros dois viadutos. O mesmo ocorrerá no quilômetro 355, na altura do aeroporto Moussa Tobias.

Serão erguidas também duas passarelas para pedestres nos quilômetros 344, próximo à rodovia Marechal Rondon, e 346, para acesso à rua Mário Labarbuta. O projeto prevê também a implantação de vias marginais, numa extensão total de dez quilômetros do trecho urbano.

Nesta mesma área, a pista principal será separada por barreira dupla de concreto, outra medida para reduzir os índices de acidentes. A partir do quilômetro 349 até o aeroporto, a mureta de concreto será substituída por um canteiro central gramado.


Acidente

A reportagem esteve no trecho urbano da Bauru-Iacanga, ontem, para acompanhar a movimentação de veículos no horário de pico e acabou flagrando uma colisão no trevo de acesso à Vila São Paulo. Por volta das 16h45, um Fiat Palio que tentava traspor a pista para entrar no bairro acabou sendo colhido por um Chevrolet Prisma que seguia no sentido Arealva-Bauru. Por sorte, ninguém ficou ferido.


Desapropriações quase concluídas

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, o processo de desapropriação de áreas que serão utilizadas para a construção das marginais da Bauru-Iacanga já está quase concluído. Resta ainda um trecho de cerca de três quilômetros de extensão próximo ao trevo de acesso ao aeroporto Moussa Tobias. Nos quase nove quilômetros restantes, no entanto, não há mais nenhum impeditivo legal para que as obras tenham início.

As obras serão custeadas pelo governo do Estado e executadas por empreiteiras. A Construcap será responsável pela duplicação entre os quilômetros 344,80 e 350,60, o que inclui a construção das marginais no trecho urbano de Bauru. Já a Construtora Sanches Tripoloni fará a duplicação do quilômetro 350,60 ao 356,62, onde fica o trevo de acesso ao aeroporto.

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