Internacional

EUA negam que reunião entre Israel e Palestina tenha sido cancelada

Folhapress
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Darren Whiteside/Reuters

Palestino joga um coquetel molotov durante confrontos com as forças israelenses

O Departamento de Estado americano negou que tenham sido canceladas as duas reuniões previstas para ontem nas negociações de paz entre israelenses e palestinos. Mais cedo, representantes palestinos haviam dito que cancelaram a reunião por causa de um ataque de Israel.

Na ação, militares israelenses à paisana entraram no campo de refugiados de Qalandia, perto de Ramallah, na Cisjordânia, em busca de um palestino que era procurado pela Justiça. Moradores palestinos afirmam que centenas de refugiados cercaram os agentes, que atiraram contra eles, matando três pessoas e ferindo 15.

A informação foi confirmada pela porta-voz do Departamento de Estado, Marie Harf, embora não tenha confirmado se os encontros aconteceram. “Posso garantir que não foi cancelada nenhuma reunião. Os dois lados estão envolvidos em negociações sérias e sustentadas”.

Mais cedo, a comitiva palestina afirmou que não iria participar de dois encontros previstos para ontem em Jericó, na Cisjordânia. Eles consideraram que a incursão militar foi uma forma de deter o diálogo e que estão entrando em contato com a comunidade internacional para pedir que se condene a ação.

O membro do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina Hanan Ashrawi considerou a ação “um uso excessivo e indiscriminado da violência e de munição real em zonas com densa população civil, o que representa uma patente violação da legislação internacional e humanitária”.

Ashrawi pediu “aos membros do Conselho de Segurança da ONU, ao Quarteto de paz para o Oriente Médio (Estados Unidos, Rússia, ONU e União Europeia) e ao restante da comunidade internacional que tomem medidas sérias para acabar com o assassinato de civis inocentes e pôr fim à impunidade de Israel”.

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