O julgamento do recurso do prefeito de Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru), Gláuber Guilherme Belarmino (PP), e de sua tia e vice, Sônia Aparecida Gonçalves Belarmino (PRB), foi adiado pela terceira vez no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A informação foi divulgada no site do tribunal na tarde de ontem. O motivo não foi esclarecido, mas o julgamento foi reagendado para o dia 3 de setembro. A sessão para apreciação do recurso já tinha sido adiada duas vezes a pedido da defesa.
O prefeito e vice tentam reverter decisão de primeira instância que cassou o registro das candidaturas por suposto abuso do poder econômico durante a campanha eleitoral. Como o chefe do Executivo e a vice já haviam sido diplomados e empossados nos cargos, a Justiça Eleitoral determinou que a cassação dos mandatos ocorresse somente após o trânsito em julgado ou publicação de decisão de órgão colegiado.
Os dois foram alvos de representação protocolada na Justiça Eleitoral pelo candidato adversário, José Carlos de Mello Teixeira (PPS). Ele tentava a reeleição, mas foi derrotado nas urnas por uma diferença de apenas 499 votos.
Teixeira acusou Belarmino de usar um “bonde” turístico (veículo montado num ônibus) com a finalidade de auxiliar no transporte dos candidatos, militantes, correligionários e pessoas que se dispusessem a aderir à sua campanha. O veículo utilizado comercialmente na orla turística para passeios foi contratado pelo candidato durante a campanha para percorrer os bairros Sonho Nosso, CDHU, Nova Barra, jardim Brasil, vila Habitacional, Cohab, Cecap e vila São José.
Em fevereiro, após analisar provas e ouvir testemunhas, o juiz Orlando Haddad Neto julgou procedente a representação por entender que foram oferecidas vantagens aos pais da crianças que passearam gratuitamente no “bonde”. O magistrado declarou o prefeito e a vice inelegíveis pelo prazo de oito anos por abuso do poder econômico na captação de votos e aplicou multa a cada um deles no valor de dez mil UFIRs (R$ 10.641,00), anulando os votos que receberam.
Um dos advogados do prefeito que esteve em São Paulo no TRE, Henrique Gonçalves de Oliveira informou ontem por telefone ao JC que outros oito julgamentos que estavam na pauta da sessão de ontem também foram adiados. Segundo ele, o presidente do TRE não explicou o motivo.