O Ministério Público Federal em Marília denunciou o trabalhador rural F.O.C., 21 anos, morador de Gália (70 quilômetros de Bauru), por armazenar e compartilhar arquivos digitais de conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.
Em cumprimento ao Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta firmado com a Procuradoria da República em São Paulo, o Google identificou e informou ao MPF a divulgação dos arquivos, em setembro de 2010, por meio da rede de relacionamentos Orkut. Com base nessas informações, foi obtida a quebra do sigilo telemático do criador da página no site e constatou-se que o registro do IP (número que identifica o usuário na internet) estava em nome do pai do denunciado. A Justiça Federal expediu um mandado de busca e apreensão para o endereço de F.O.C. e apreendeu equipamentos de informática, nos quais a perícia apurou que eram armazenados vídeos, fotografias e imagens de cenas de sexo explícito com crianças e adolescentes. A perícia ainda verificou que esse conteúdo, composto por mais de 80 arquivos, era disponibilizado na internet por softwares de compartilhamento.
A conduta do denunciado é tipificada como crime pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) por armazenar o material e é punível com multa e reclusão de 1 a 4 anos. Já a pena para a divulgação de materiais desse tipo é de multa e reclusão de 3 a 6 anos.