Política

Audiência cobra atendimento no Iamspe em Bauru

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

As reivindicações dos servidores públicos do Estado em relação ao atendimento de saúde realizados pelo sistema Iamspe incluem obrigação de que a contribuição para o caixa do órgão seja de 2% pelo governo, assim como recolhe o servidor, e a descentralização dos serviços em regionais. A regionalização já foi prometida pelo governo paulista. Já a contribuição resiste na acomodação de receita dentro do orçamento estadual. O fim do atendimento em Bauru via Hospital de Base também está sendo cobrado.

Outras cobranças foram feitas, conforme audiência pública realizada hoje pela manhã na Câmara. O auditório e a galeria ficaram lotados por servidores. A transformação do conselho do Iamspe em deliberativo também está na lista de pedidos. Os contribuintes também reivindicam a ampliação dos atendidos para integrantes como avós e demais parentes. A dificuldade na abrangência do atendimento é o financiamento do sistema, atualmente já deficitário.

Para o vereador Paulo Eduardo de Souza, coordenador da audiência pública realizada ontem pela manhã na Câmara Municipal de Bauru, o aumento da contribuição pelo Estado, ficando paritária em 2% em relação aos servidores, resolveria a atual deficiência de financiamento dos serviços.

A coordenação da Apeoesp em Bauru e presidente da Comissão Consultiva Mista criada para discutir os problemas do Iamspe há quatro anos, Idenilde, apontou que a descentralização para o Interior é a primeira demanda. “O atendimento era realizado só no Hospital do Servidor em São Paulo, o que dificultava em muito o deslocamento do servidor. O Hospital de Base realizava o atendimento em Bauru, um hospital que era de referência. Como começou a ter falta de pagamento, os médicos passaram a não acreditar no sistema e deixaram de se credenciar”, abordou.

A comissão levantou que a irregularidade não era no financiamento do sistema, porque o servidor todo mês tem descontado de seu salário os 2% destinados exclusivamente a custear o Iamspe. “A precariedade do Hospital de Base ampliou ainda mais as deficiências no atendimento. E mesmo quando ainda existia o atendimento, a cota destinada a  exames não atendia à demanda. Agora nossa reivindicação é para que isso vá para a Famesp”, cobrou.

Mas o médico e vereador Raul Gonçalves Paula advertiu que não há unidade hospitalar capaz de atender a cerca de 100 mil usuários Iamspe só na região de Bauru hoje. E a Famesp, que gerencia as unidades hospitalares, por regra jurídica não pode dar o atendimento por ser Organização Social (OS). É preciso mudar a norma, em discussão na Assembleia Legislativa. “Do jeito que está hoje ninguém teria condições de atender e seria meia boca. A tabela do Iamspe também é menor que a do SUS, que já é defasada. É preciso um novo hospital só para atender o Iamspe”, finalizou.

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