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Ministro questiona se ação ocorreria em países desenvolvidos

Folhapress
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O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) questionou, ontem, se a retirada secreta do senador boliviano Roger Pinto ocorreria se ele estivesse retido em um país desenvolvido.

“Não é pela Bolívia ser um país frágil que nós podemos tratá-la de maneira diferenciada de como tratamos as grandes nações. A pergunta que fica sempre é se essa atitude teria sido tomada se esse cidadão estivesse num país como Estados Unidos, França ou Inglaterra. Eu não sei se as pessoas teriam a mesma atitude”, disse o ministro.

Carvalho classificou a retirada do senador da Bolívia como, “no mínimo”, uma falta de cortesia e respeito à soberania do país vizinho.

Por fim, o ministro avaliou que não há “crise efetiva” entre os dois países, por conta do pronto repúdio feito pelo governo brasileiro à retirada secreta de Roger Pinto da Bolívia. “Só espero que o processo a respeito das acusações em torno desse senador possam evoluir para que tenhamos clareza daquilo que é, de fato, a natureza da acusação que pesa sobre ele, e sua responsabilidade real”, concluiu

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