O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou nesta quinta-feira (29) que determinou a abertura de uma investigação na Controladoria Geral do Município para apurar o processo de fiscalização do prédio que desabou na terça-feira (27) e os servidores envolvidos nesse processo. Ao todo, 10 pessoas morreram e 26 ficaram feridas no acidente.
O imóvel que desabou tinha dois pavimentos e ficava na avenida Mateo Bei, altura da rua Margarida Cardoso dos Santos. A prefeitura já tinha determinado a abertura de uma sindicância para investigar por que não foi feito um boletim de ocorrência por conta do embargo da obra, que foi emitido em 25 de março deste ano.
Segundo a prefeitura, os registros apontam que no dia seguinte ao embargo o agente vistor registrou uma queixa de irregularidade na obra no SAC, que encaminhou a reclamação à Subprefeitura de São Mateus. Essa teria respondido "emitido auto de embargo e multa".
O registro anexado ao processo aponta ainda a intenção de notificar a ouvidoria, a polícia e o Ministério Público, o que não ocorreu. No mesmo dia, o agente vistor escreveu no processo que a "obra foi notificada, multada e embargada".
Depois disso, o agente vistor pediu exoneração. Dias depois, o supervisor técnico registrou que a intimação para paralisar a obra foi atendida e que a obra deveria voltar a ser vistoriada após o prazo legal. Esse foi o último registro no processo de fiscalização.