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No Brasil, senador boliviano cogita pedir asilo para outro país

Folhapress
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O advogado do senador boliviano Roger Pinto Molina em Brasília, Fernando Tibúrcio, reuniu-se ontem com um embaixador de um “terceiro país” para sondar a possibilidade de protocolar, se necessário, pedido de asilo diplomático para o senador.

Segundo o advogado, o embaixador respondeu que o asilo é tecnicamente “possível”, mas antes precisava consultar seu chanceler.

Tibúrcio não revelou o nome do país e rechaçou a hipótese de ser o Uruguai, aventada informalmente pelo governo brasileiro. “Isso foi uma coisa pensada lá atrás, mas está ultrapassada”,disse.

Segundo o advogado, Molina buscará asilo nesse outro país caso haja “politização” na análise de seu pedido de refúgio no Brasil.

Ao entrar no País na semana passada, após passar 15 meses na embaixada brasileira em La Paz, Molina recebeu um protocolo de refugiado provisório, o que torna sua situação regular no Brasil.

Mas, a decisão final ainda será tomada por um conselho vinculado ao Ministério da Justiça, o Conare. Ainda que pequena, há a possibilidade de o Conare negar o refúgio. Nesse cenário, Molina tentaria obter asilo em outro país.

Em tese, segundo o advogado, o senador poderia tanto se dirigir à embaixada desse país em Brasília quanto tomar um voo de carreira e se apresentar diretamente ao governo estrangeiro.

A Procuradoria-Geral da Bolívia solicitou à Interpol a emissão de um alerta de prisão contra o senador.

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