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Greve na Unesp já atrasa ano letivo

Bruna Dias
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João Rosan

Os estudantes se mantêm em assembleia permanente no câmpus de Bauru para sensibilizar reitoria a ouvi-los

A greve dos estudantes de nove cursos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru está perto de completar três meses e já atrasa o ano letivo.

Em paralisação desde o dia 2 de julho, muitos universitários já perderam a oportunidade de concluir a graduação neste ano. Trabalhos de conclusão de curso estão sendo redirecionados para entrega em fevereiro. A paralisação abrange os estudantes de psicologia, design, arquitetura, artes, radialismo, jornalismo, relações públicas, ciência da computação e pedagogia.

Em documento oficial enviado ao JC no início da paralisação, o Movimento Estudantil (ME) da Unesp informou uma pauta extensa com prioridades como, por exemplo, a contratação de professores efetivos, melhorias nas salas de aula, melhorias na iluminação do campus e da estrutura dos laboratórios.

Diretores das três faculdades da Unesp local assinaram, ontem à tarde, 11 termos com o compromisso de levar as pautas dos estudantes aos responsáveis pela universidade. A greve segue e o fim do movimento ainda será discutido em outras reuniões.

Os funcionários da universidade seguem em paralisação desde 3 de junho. “Os diretores das três faculdades da Unesp nos chamaram para conversar. Ontem (anteontem) eles tiveram uma reunião com o reitor em São Paulo, quando ele colocou que volta a conversar conosco assim que terminar a greve. Nós vamos discutir isso em uma assembleia, que acontecerá amanhã (hoje)”, disse Jorge Guilherme Cerigatto, coordenador de imprensa do Sintunesp.

Docentes da Unesp decidiram em assembleia, na última segunda-feira, retornar ao trabalho após dois meses e meio de paralisação parcial.

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