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Manifestantes protestam contra a crise na saúde em frente ao prédio do DRS

Colaboração: Maria Carolina Vieira
| Tempo de leitura: 1 min

Cerca de 50 pessoas concentraram-se em frente ao prédio do Departamento Regional de Saúde (DRS-6), ontem de manhã, para exigir a melhoria do atendimento nos postos de saúde e leitos para todos os pacientes que procurem o serviço público.

Entre música de carro de som e cartazes, a manifestação fez parte do Dia Nacional de Luta e Paralisações, movimento organizado pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Segundo Francisco Wagner Monteiro, diretor da CUT estadual e coordenador da CUT em Bauru, a maior reivindicação na área de saúde em Bauru é em relação ao atendimento à população que está morrendo na espera por um leito hospitalar. “Queremos um atendimento adequado. O que vemos é o governo deixar a saúde ser sucateada para ser entregue à iniciativa privada”, afirma.

Os sindicalistas lembram em cartazes que, em quatro anos, 581 pessoas morreram à espera de leitos em Bauru.

Um dia após a Justiça conceder liminar que garante internação a pacientes que aguardam o direito em unidades de pronto atendimento bauruenses, Monteiro afirma que as reivindicações continuam válidas, pois é papel da população pressionar a classe política para que as leis funcionem.

As centrais sindicais ainda entregaram um documento com todas as exigências para a diretora do DRS-6, Doroti Conceição Vieira Alves Ferreira.

Também estava na pauta geral de reivindicações a melhoria do transporte público em Bauru, a redução da tarifa e o retorno de cobradores de ônibus, além de demandas nacionais, como a redução da jornada de trabalho e melhoria nas condições de aposentadoria.

Estavam presentes no protesto representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Apeoesp e Sindsaúde-SP.

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