Polícia

Crime rural é registrado diariamente

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 4 min

Malavolta Jr.

Jussara Tebet, da CBRN, e o capitão Nilson César Pereira, que veio do CPI-4 para a Polícia Ambiental

Crimes ambientais e crimes na área rural. Assim é dividido o quadro de registro de ocorrências da 2ª Companhia de Polícia Ambiental de Bauru, que, neste primeiro semestre, registrou 264 crimes rurais na região da companhia, que engloba 39 municípios. Ou seja, neste ano, praticamente todos os dias um delito dessa natureza engrossa as estatísticas.

O campeão deste ranking são os furtos comuns na área rural, que somaram 173 ocorrências. No mesmo período do ano passado, foram registrados 100 furtos, um índice 73% menor do que em 2013.

O novo comandante da 2ª Companhia de Polícia Ambiental de Bauru, capitão Nilson César Pereira, explica que esses delitos correspondem a pequenos furtos como, por exemplo, ferramentas.

“Todos os boletins de ocorrência de furto na área rural são feitos pela patrulha comum e encaminhados a nós. Geralmente, esses furtos discriminados apenas como ‘furto’ são relacionados a furtos de ferramentas, por exemplo. O que mais nos preocupa são os crimes ambientais. Às vezes, por falta de orientação, as pessoas nem sabem que estão cometendo um delito”, disse.

Orientação

Em uma primeira conversa de “reconhecimento de território”, na tarde de ontem, o capitão Nilson e a técnica da Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais (CBRN) de Bauru, Jussara Tebet, enfatizaram a orientação da população com relação aos crimes ambientais e alguns animais silvestres.

“Muitas pessoas cometem crimes ambientais sem saber. Até uma simples poda em uma árvore é um crime ambiental. As pessoas devem estar atentas na compra de terrenos, lotes, para saber se a área pode ser desmatada. Em caso de dúvidas, ligue para a Polícia Ambiental, que trabalha 24 horas, e pergunte aos nossos policiais”, enfatizou o capitão Nilson.

Os crimes ambientais que estão no topo do ranking das autuações feitas pela Polícia Ambiental de Bauru são desmatamento, queimadas e apreensões relativas à pesca irregular.

  • Serviço

  • A Polícia Ambiental, que atua em regime 24 horas em Bauru, pode ser acionada através do telefone 3203-2700. O telefone para contato da Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais (CBRN) de Bauru é o 3203-1055.


    Animais silvestres

    A quantidade de animais silvestres que são entregues todos os dias na 2ª Cia. de Polícia Ambiental de Bauru assusta os policiais. Muitas entregas são desnecessárias e acabam até causando um estresse ao animal.

    “Hoje (ontem) chegou aqui uma gralha. O homem que a trouxe disse que o pássaro entrou em sua casa e não sabia o que fazer. Como as cidades estão crescendo e invadindo o espaço desses animais, isso é normal. Basta deixar o animal ir embora”, acrescentou.

    Jussara Tebet, que também é veterinária, alerta ainda para uma orientação muito comum, mas não seguida pela população: não alimentar os animais.

    “As pessoas ficam com dó, nós entendemos, mas não pode alimentar porque o animal não vai sair dali. É comum animais como quatis, gambás e saguis serem encontrados aqui em ambiente urbano. A orientação que damos é não mexer no animal, já que ele sairá do local. Em caso de dúvida, ou se o animal estiver machucado, acione a CBRN ou a Polícia Ambiental”, disse Jussara.


    Entrosamento

    Entrosamento entre a Polícia Militar de área e a Polícia Ambiental. Esse é o principal objetivo do capitão Nilson César Pereira, que assumiu há um mês o comando da 2ª Companhia de Polícia Ambiental de Bauru.

    Nilson veio do CPI-4, onde trabalhava atuando no policiamento de área e na escola de soldados. “Nesse meu trabalho anterior, eu sentia muita falta disso, do entrosamento entre a polícia de área e a Ambiental. Vamos também prezar pela orientação, evitando que alguns crimes ambientais sejam cometidos. Muitas vezes a pessoa nem sabe que está cometendo o crime, é falta de orientação”, finalizou.


    Centro de Triagem de Animais já está em estudo e deverá ser implantado em breve

    Uma boa solução para o encaminhamento correto de animais apreendidos em Bauru – que atualmente são encaminhados para um Centro de Triagem de Animais (CTA) de Botucatu – é um CTA municipal.

    Há pouco mais de um ano, município e Estado vêm conversando sobre o assunto e ajustando posicionamentos. “Nós estamos discutindo com o Estado faz tempo e o estudo já está bem avançado. A ideia é que o Estado se encarregue da construção e o município fique com a manutenção”, disse o prefeito Rodrigo Agostinho.

    Ainda não está certo onde funcionará este centro. Um lote na própria área próxima à Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais (CBRN) e à Polícia Ambiental, que é do Instituto Florestal (IF), está sendo analisado.

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