Em 2003, o glorioso Norusca agonizava sem quadro associativo, sem patrocínio, sem time, cheio de dívidas e inúmeras ações trabalhistas, além de ter perdido totalmente a sua credibilidade, fundamental para o ser humano e também para um clube que necessita de patrocínios. Foi quando assumiu o senhor Damião Garcia, bauruense e empresário muito bem sucedido, proprietário da rede Kalunga, que todos conhecemos.
Reorganizou o clube, fez benfeitorias no Estádio Alfredo de Castilho, pagou todas as dívidas e mais de 100 ações trabalhistas oriundas de gestões anteriores. Montou um time que alternou boas e más campanhas, o que é absolutamente normal em qualquer time de futebol, reativou as categorias de base, que voltaram a disputar os campeonatos Sub-15, 17 e 20 organizados pela Federação Paulista de Futebol, além de revelar algumas promessas.
Pediu o apoio da cidade através dos empresários, lançou campanha para sócio, mas não obteve êxito e, mesmo assim, continuou administrando o Norusca. Em determinada época, não sei precisar quando, começou uma campanha sórdida, infame e sem qualquer embasamento, orquestrada por um chefe de esportes de uma tradicional rádio da cidade, influenciando negativamente locutores, comentaristas e repórteres de campo e outros cabeças fraca de outros segmentos.
Infelizmente, em dado momento, o senhor Damião Garcia adoeceu e o comando do Norusca passou para os filhos e neto, que sabiam das duras críticas direcionadas à família Garcia, que tanto fez pelo Norusca durante tantos anos e tinha o reconhecimento de poucos. Diante desta incompreensível postura de alguns, a família Garcia resolveu encerrar a sua era à frente do Esporte Clube Noroeste, que foi o único prejudicado. Quem acompanha o Norusca sabe o que aconteceu após a saída. Assumiu um presidente que é de Bauru, como queriam os integrantes da equipe de esportes da rádio que, curiosamente, não criticaram com a mesma intensidade, mesmo o atual presidente ter afundado o Norusca, deixando um legado de 37 ações trabalhistas até esta data, ter vendido a preço de banana as prováveis promessas da base, cedido o estádio ao Oeste para o jogo contra o Santos com Neymar a troco da exploração dos bares, o que rendeu a fortuna de R$ 8 mil, dito pelo próprio em entrevista à citada rádio, quando deveria ter alugado por um valor substancial que serviria para pagar salários atrasados. Por sorte, não cortou os tradicionais eucaliptos.
Um grupo de empresas tem a intenção de assumir o Norusca com a condição da não permanência do atual presidente. Nada mais justo e racional. Vida longa ao senhor Damião Garcia para que ele possa ver o Norusca na condição em que ele deixou.
José Luiz F. Souza