Política

Segalla: ?Suplentes correm mesmo risco?

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 1 min

Tomaram posse ontem os suplentes Miltinho Sardin (PP), Artemio Caetano (PMDB) e José Roberto Segalla (DEM) nas vagas deixadas por Fabiano Mariano (PDT), Faria Neto (PMDB) e Fernando Mantovani (PSDB), que tiveram seus mandatos cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP).

O demista, que foi vereador na legislatura passada, discursou na tribuna contrariamente aos argumentos da defesa dos parlamentares, que buscam o efeito suspensivo da decisão da Justiça Eleitoral, até que o processo esteja transitado em julgado.

“Alegam que, caso consigam reverter a decisão, não conseguirão recuperar o mandato perdido se estiverem afastados do cargo. O mesmo vale para nós três. Se eles retornarem e, ao final, TSE mantiver a decisão, os prejudicados seremos nós. Portanto, vamos aguardar serenamente”, explicou, após alegar que decisões da Justiça não devem ser discutidas, mas respeitadas.

Ainda na tribuna, Segalla e Artemio deixaram claro que não fizeram qualquer movimentação para buscar a cassação dos vereadores. Mantovani e Mariano chegaram a declarar que entendiam ser esquisita a postura da Justiça Eleitoral.


Defesa

Os advogados de defesa dos três parlamentares tentarão hoje o despacho favorável do presidente do TRE ao pedido de liminar que dá suspende o efeito imediato do acórdão que cassou os mandatos de Faria, Fabiano e Fernando. Além disso, será impetrado o recurso especial pedindo que o TSE reveja o julgamento do mérito da ação movida pelo Ministério Público Eleitoral em função do jornal de candidatos católicos.

Durante a sessão de ontem, Fátima Ferri, presidente do Conselho de Leigos da Diocese de Bauru – e que também foi candidata a vereadora em 2012 – fez um protesto silencioso contra a decisão da Justiça Eleitoral. Ela levou à Câmara um banner da entidade que coordena sobreposto a um tecido preto, em sinal de luto.

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