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A máscara mais popular dos manifestos foi inspirada no filme "V de Vingança", que conta a história do revolucionário inglês, Guy Fawkes |
A Justiça do Rio autorizou na noite desta segunda-feira (2) a polícia a fazer a identificação criminal de todas as pessoas mascaradas em protestos no Rio. De acordo com a decisão, qualquer manifestante com rosto coberto terá de se identificar, apresentar algum documento e poderá ser levado para a delegacia para coleta de foto e impressões digitais.
A medida foi solicitada pela Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo e Manifestações Públicas, composta por membros do Ministério Público, polícias Civil e Militar. De acordo com o órgão, o objetivo é chegar ao nome de cerca de 50 pessoas que já tiveram os rostos identificados praticando crimes nos protestos. Nomes e endereços ainda são desconhecidos.
Outras 18 pessoas já foram identificadas e estão sob investigação. O estudante Arthur dos Anjos Nunes, acusado de depredar a Assembleia Legislativo em junho, está foragido há mais de dois meses.
O promotor Décio Alonso Gomes defendeu a medida e negou tratar-se de um "banco de dados sobre manifestantes". Ele comparou a coleta de fotos e impressões digitais às escutas telefônicas ocorridas durante uma investigação. Aquelas que não forem usadas como prova para identificar vândalos devem ser destruídas após a conclusão do inquérito.
"A própria lei prevê que, terminada a investigação, as pessoas que não praticaram atos de vandalismo tenham as imagens destruídas ao fim da investigação. Não é um cadastro da ditadura. É uma investigação policial e serão inseridas assim como outras provas. Não haverá um banco de manifestantes", disse o promotor.
Não há, porém, um prazo para conclusão do inquérito. As imagens coletadas podem ser usadas também para identificação de novos atos de vandalismo em protestos futuros.
Embora tenham evitado nomear os grupos alvos da medida, a decisão judicial nomeia como um dos focos Black Bloc, Black Bloc Brasil, Black Bloc RJ, Anonymous e Anonymous Brasil. Mas qualquer pessoa mascarada, mesmo que não identificada com esses grupos, pode ter coletada a identificação criminal.
A decisão judicial determina também que todas as abordagens sejam filmadas.
