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Pouca gente sabe, mas em 4 de setembro se comemora o Dia Mundial do Taekwondo. E na data dedicada à tradicional arte marcial de origem coreana, os atletas que a praticam buscam um maior reconhecimento dentro da sociedade brasileira, e consequentemente, mais apoio ao esporte.
Em Bauru, por exemplo, a lutadora Marcela D’Avila já se destacou em grandes competições. Aos 28 anos, ela começou a competir aos sete, e desde 2010 reside na Cidade Sem Limites. “Eu sou de Brasília e vim para cá quando me casei. Meu marido (Sílvio D’Avila) é bauruense e também luta taekwondo”, explica Marcela, que segue competindo pelo Distrito Federal.
Nos Jogos Regionais e Abertos, o casal competiu por Mogi das Cruzes. “Treinamos três vezes por semana em casa mesmo e às terças e quintas-feiras treinamos na Luso, com o Mauro Rideck (treinador). Não nos dedicamos apenas ao taekwondo, temos outro emprego também”, detalha Marcela, que é formada em Educação Física e atualmente dá aulas em academia e como personal trainer.
A lutadora já foi tetracampeã Brasileira juvenil, terceira colocada no Campeonato Mundial na Irlanda, em 2000, e campeã Pan-Americana em 2001, no Chile. Depois, obteve o quinto lugar no Mundial da Grécia, em 2002, sendo ainda tricampeã Brasileira Universitária, e conquistando dois títulos Brasileiros. Neste mês, entre os dias 19 e 21, ela disputará o Campeonato Brasileiro, em Belém/PA, na categoria até 49 kg.
“No ano passado fui vice (Brasileiro), em 2011 ganhei o Brasileiro. A bagagem que a gente tem de ter defendido a Seleção pesa muito no tatame, sempre ajuda”, destaca a lutadora que conta com o auxílio do Bolsa-Atleta para desenvolver a modalidade.
Apesar disso, ela entende que falta apoio na cidade. “Em Bauru percebi que o taekwondo poderia ter mais espaço, não tem o apoio necessário”, analisa. Sobre os valores passados pela modalidade, Marcela considera a disciplina, perseverança e lealdade alguns dos pilares do taekwondo.
