Polícia

Laudo médico sobre acusação de estupro aponta violência


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O laudo que saiu nesta quinta-feira (5), confirmou o rompimento do hímen da universitária que relatou ter sido estuprada em uma festa no sábado (31). O laudo também apontou violência na relação e escoriações pelo corpo da vítima. O exame de corpo de delito já foi realizado no Instituto Médico Legal (IML) e constatou que o hímen teria sido rompido há menos de sete dias.

Quioshi Goto

Jovem mostra vestido que estava manchado de sangue

A universitária registrou boletim de ocorrência (BO) e o suspeito, de 22 anos, teve a prisão pedida nesta quarta-feira (4), pela delegada Priscila Bianchini, titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). O crime teria ocorrido em uma chácara próxima ao bairro Santa Cândida.

Segundo a delegada, a vítima, de 20 anos, contou que estava na festa, quando conheceu o jovem. Os dois teriam trocado beijos. Entretanto, a jovem afirma que o rapaz teria acariciado seu corpo de forma ousada, momento em que os seguranças expulsaram os dois do local.

Após serem expulsos, segundo a jovem, o rapaz a teria arrastado por 100 metros e a estuprado. “Após o ocorrido, a jovem veio até a delegacia e nos apresentou o vestido que estava manchado de sangue. Ela alega que era virgem e que o rapaz usou de violência para fazer relação sexual não consentida. O estudante confirma o ato sexual, mas afirma ter sido consentido”, afirma a delegada.

Ainda de acordo com a delegada, a prisão temporária de 30 dias foi decretada nesta quarta-feira (4) pela manhã. O rapaz ficará à disposição da Justiça até que as investigações terminem e testemunhas sejam ouvidas.

Prisão

Para a Polícia Civil, a prisão temporária é pedida justamente para que os fatos sejam apurados neste período. Além da lei, que prevê a prisão para esse delito, caracterizado como crime hediondo, o vestido é uma das provas de que houve a conjunção carnal.

“A prisão foi decretada por isso, é um crime hediondo e foi usada de violência. Foi por essa razão que a prisão foi pedida”, apontou Priscila.

R.M.R. foi levado à Cadeia Pública de Barra Bonita. Ele poderá pedir a revogação da prisão durante os 30 dias.

 

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