Internacional

Egito: ministro do Interior sobrevive a suposto atentado no Cairo

Folhapress
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O ministro do Interior do Egito, Mohammed Ibrahim, sobreviveu à explosão de uma bomba contra o comboio que o levava em um bairro da região central do Cairo, hoje. Ele é o responsável por coordenar as forças de segurança responsáveis pela violenta repressão a manifestantes islamitas.


O atentado acontece em meio à crise política provocada pela saída do presidente Mohammed Mursi, vinculado à Irmandade Muçulmana, em julho. A deposição, coordenada pelos militares, provocou uma série de protestos que terminaram com confrontos que deixaram mais de 1.200 mortos em quase dois meses.


Ibrahim saiu ileso, enquanto outras dez pessoas, a maioria seguranças, ficaram feridas. A polícia ainda não sabe se a explosão foi provocada por um carro-bomba estacionado, um explosivo instalado em um dos carros do comboio ou jogado de um prédio próximo ao local do atentado.


A polícia faz buscas na região para tentar encontrar os responsáveis pelo ataque. Nenhum grupo reivindicou a explosão. Minutos após o atentado, o ministro deu entrevista coletiva à imprensa egípcia e afirmou que este atentado era "o início de uma nova onda de terrorismo".


"Foi uma tentativa de assassinato desprezível, mas o que aconteceu hoje não é o fim, mas o início de uma onda de terrorismo que nós seremos capazes de superar", afirmou Ibrahim, que pediu à população egípcia que tome cuidado com novas ações de extremistas.


Ele ainda relatou que dois policiais ficaram feridos e um menino que estava próximo ao local da explosão teve as pernas amputadas.


O atentado acontece em meio ao aumento do avanço do governo interino contra a Irmandade Muçulmana. Além da prisão de líderes, como o religioso Mohammed Badie e o político Khairat el-Shater, a administração provisória tenta banir o organização não governamental criada pela entidade na Justiça.


O governo, composto por militares e liberais, acusa o movimento islâmico de incitar a violência e cometer atos terroristas. A Irmandade nega as acusações e acusa o Exército de encenar um golpe para tentar levar o Egito de volta à era repressiva do ex-ditador Hosni Mubarak.


Já Mursi permanece preso em um lugar secreto mantido pelos militares, acusado de conspiração com o grupo palestino Hamas para fazer uma rebelião que terminou com sua saída e com a de dezenas de islamitas de uma prisão próxima ao Cairo, durante a revolta que derrubou Mubarak, em 2011.

 

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