Política

Grupo teria errado alvo do protesto, que seria o DRS

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Durante a ocupação dop prédio da Secretaria Municipal da Saúde, alguns membros do “Bauru Acordou” teriam admitido a policiais que erraram o alvo do protesto. Incialmente, os manifestantes invadiriam a sede do Departamento Regional de Saúde (DRS-6), já que reivindicavam a ampliação dos leitos hospitalares. O grupo, no entanto, nega.

Apesar disso, uma imagem publicada no Facebook convidada a população a ocupar o DRS-6, com a foto do prédio da Secretaria Municipal de Saúde. Questionado pelo vereador Raul Gonçalves Paula (PV) sobre o possível erro, Igor Fernandes respondeu que sabia que estava em uma ‘Unidade de Pronto Atendimento (UPA)’.

A principal motivação do protesto iniciado ontem era a falta de vagas em hospitais. O grupo informou ter preparado vasto material exibindo, inclusive, grande quantidade de leitos inoperantes no Hospital de Base.

O “Bauru Acordou” também expôs, por diversas vezes, a indignação quanto à morte de uma pessoa a cada três dias nos corredores do Pronto-Socorro Central (PSC), entre 2009 e 2013. O assunto foi abordado recentemente em matéria do Jornal da Cidade.

“Nós queríamos exibir em projeção o que preparamos, mas não temos estrutura”, reclamou Igor.

Durante a noite, o secretário Fernando Monti explicou que o município ampliou sua rede de urgência e emergência, com a construção de quatro UPAs, mas não tinha autonomia para gerenciar os leitos hospitalares

O titular da Saúde lembrou ainda que o município decretou estado de calamidade na Assistência Hospitalar com o intuito de receber recursos federais para contratar leitos particulares e garantir o atendimento à população.


Prejuízos

As consultas, viagens e cirurgias que seriam agendadas até as 19h não puderam ser efetivadas, por conta da ocupação. Este é o maior prejuízo para a população, segundo o diretor administrativo da Secretaria de Saúde, Edson Luís da Silva.

“Os pacientes que tinham suas viagens marcadas para segunda-feira perderão a viagem, já que o dinheiro e as requisições estão no prédio - e deveriam ser feitas hoje. As consultas terão que ser remarcadas para quando puder”, criticou Edson.

Além disso, há preocupação com documentos referentes a processos licitatórios e prontuários de atendimentos. No local, há ainda leite e medicamentos, inclusive psicotrópicos.

Os manifestantes do Bauru Acordou teriam ainda quebrado a maçaneta de uma das portas para impedir a entrada ao prédio.

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