Durante a ocupação dop prédio da Secretaria Municipal da Saúde, alguns membros do “Bauru Acordou” teriam admitido a policiais que erraram o alvo do protesto. Incialmente, os manifestantes invadiriam a sede do Departamento Regional de Saúde (DRS-6), já que reivindicavam a ampliação dos leitos hospitalares. O grupo, no entanto, nega.
Apesar disso, uma imagem publicada no Facebook convidada a população a ocupar o DRS-6, com a foto do prédio da Secretaria Municipal de Saúde. Questionado pelo vereador Raul Gonçalves Paula (PV) sobre o possível erro, Igor Fernandes respondeu que sabia que estava em uma ‘Unidade de Pronto Atendimento (UPA)’.
A principal motivação do protesto iniciado ontem era a falta de vagas em hospitais. O grupo informou ter preparado vasto material exibindo, inclusive, grande quantidade de leitos inoperantes no Hospital de Base.
O “Bauru Acordou” também expôs, por diversas vezes, a indignação quanto à morte de uma pessoa a cada três dias nos corredores do Pronto-Socorro Central (PSC), entre 2009 e 2013. O assunto foi abordado recentemente em matéria do Jornal da Cidade.
“Nós queríamos exibir em projeção o que preparamos, mas não temos estrutura”, reclamou Igor.
Durante a noite, o secretário Fernando Monti explicou que o município ampliou sua rede de urgência e emergência, com a construção de quatro UPAs, mas não tinha autonomia para gerenciar os leitos hospitalares
O titular da Saúde lembrou ainda que o município decretou estado de calamidade na Assistência Hospitalar com o intuito de receber recursos federais para contratar leitos particulares e garantir o atendimento à população.
Prejuízos
As consultas, viagens e cirurgias que seriam agendadas até as 19h não puderam ser efetivadas, por conta da ocupação. Este é o maior prejuízo para a população, segundo o diretor administrativo da Secretaria de Saúde, Edson Luís da Silva.
“Os pacientes que tinham suas viagens marcadas para segunda-feira perderão a viagem, já que o dinheiro e as requisições estão no prédio - e deveriam ser feitas hoje. As consultas terão que ser remarcadas para quando puder”, criticou Edson.
Além disso, há preocupação com documentos referentes a processos licitatórios e prontuários de atendimentos. No local, há ainda leite e medicamentos, inclusive psicotrópicos.
Os manifestantes do Bauru Acordou teriam ainda quebrado a maçaneta de uma das portas para impedir a entrada ao prédio.