Bairros

Abelhas em praça viram transtorno a moradores

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.

A moradora Marli Garcia Nunes: “As abelhas estão picando a vizinhança toda”

O que era para ser uma simples retirada de um exame de abelhas em uma praça pública se transformou em polêmica. Há cinco anos, um poste tomado por uma colmeia de abelhas-europa, na praça  José Jorge Tamião, na região do bairro Vila Independência, tem tirado o sossego da vizinhança.

Os moradores relatam terem feito várias solicitações ao Corpo de Bombeiros e à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) para a retirada do enxame, mas sem sucesso.

“As crianças mexem com as abelhas e, agora, elas estão alvoroçadas e picando a vizinhança toda. Já desisti de ligar para a prefeitura e para os bombeiros. Apareceu um pessoal aqui que queria cobrar R$ 600,00 para tirar a colmeia, um absurdo, já que é um espaço público. Perdi as contas de quantas vezes fui picada”, conta a moradora Marli Garcia Nunes, 50 anos.

Segundo ela, os bombeiros chegaram a visitar o local há alguns anos, mas teriam alegado que a remoção só poderia ser feita nos casos em que fosse constatada a agressividade do enxame.

“Se o enxame não está agressivo, o Corpo de Bombeiros realmente não tem obrigação de retirar, mas, de qualquer forma, iremos averiguar o que ocorreu e pedir para que o trabalho seja feito”, afirma o comandante do 12º Grupamento de Bombeiros, coronel José Guerxis de Aguiar.

Por sua vez, a Semma, que inclusive teve funcionários picados pelas abelhas, admite não ter estrutura mínima e nem verba específica para realização do serviço, que geralmente é feito por voluntários.

“Esses casos são raros e quando acontecem pedimos ajuda para a associação dos apicultores. Não existe lei obrigando o Corpo de Bombeiros a agir, mas eles deveriam fazer. A Semma não tem estrutura e nem verba para isso. Acabamos colocando nossos funcionários em risco”, aponta o titular da Semma, Valcirlei Silva.

Protegidas por lei

Após o JC entrar em contato com os órgãos responsáveis, na manhã de ontem, o trecho recebeu faixas de interdição.

De acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros, Eduardo Souza, as abelhas em questão são protegidas por lei.

“Essa é uma espécie produtora de mel e protegida, assim como as africanas e as jataís. Para a retirada, será necessária a remoção do poste”, comenta o tenente, informando que entraria em contato com a CPFL e com uma associação de apicultores, ainda ontem, para resolver de vez o problema.

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