O custo de vida do paulistano na cidade de São Paulo em agosto apresentou a mesma taxa de julho, 0,09%, de acordo com o ICV (Índice de Custo de Vida), medido pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), e divulgado nesta sexta-feira (6).
Dos grupos que compõem o índice, a aceleração mais intensa foi observada na saúde, com alta de 0,65%, seguido pela habitação (0,04%). Transporte e equipamentos domésticos apresentaram taxas negativas, -0,15% e -0,39%, respectivamente. O grupo alimentação não variou.
Alimentação
Embora o grupo alimentação não tenha variado, os subgrupos que o compõem comportaram-se de forma distinta. De acordo com o departamento, as taxas positivas da indústria alimentícia (0,69%) e alimentação fora do domicílio (0,55%) de certa forma foram compensadas pela forte retração, de -0,80%, dos produtos in natura e semielaborados.
Neste caso, as principais baixas observadas foram: cebola (-18,30%), batata (-9,50%), feijão (-7,56%) e tomate (-13,39%). Algumas das altas foram: arroz (0,18%), ovos (0,13%), carne de frango (0,49%) e leite in natura, com aumento de 1,89%.
No subgrupo indústria da alimentação, diversos produtos apresentaram pequenas variações de aumento ou recuo nos preços, sendo que as altas mais acentuadas foram observadas no leite longa vida (6,85%), cerveja (4,57%) e pão francês (1,58%) e as maiores quedas nos itens açúcar (-3,64%) e óleos (-4,23%).
Na alimentação fora do domicílio os reajustes foram: refeição principal (0,67%) e lanches (0,39%).
Transporte e equipamentos
Transporte registrou taxa negativa de -0,15%, resultado da queda no preço dos combustíveis: gasolina (-0,40%) e álcool (-1,39%), o que contribuiu para que o subgrupo referente ao transporte individual registrasse variação de -0,27%.
Os gastos com Equipamento Doméstico tiveram redução de 0,39%, resultado de taxas negativas para utensílios (-0,08%), rouparia (-0,08%) e móveis (-2,31%); apenas os eletrodomésticos (0,90%) variaram positivamente.