Bairros

Coleta seletiva ainda vai para aterro

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

“Sabemos que ainda há muito a ser feito e a Emdurb (Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural) tem ampliado os serviços, mas a população também não tem participado de fato”. A afirmação é feita pelo prefeito Rodrigo Agostinho, diante do quadro que resume a situação atual do lixo em Bauru. Dados da Emdurb mostram que o lixo reciclável continua seguindo equivocadamente para o aterro sanitário de Bauru. Entre 20 maio a 21 de agosto deste ano foram 27,44 toneladas. Esse material que foi para o aterro é o rejeito, não foi vendido pela Cooperativa por falta de mercado. São embalagens de alimentos com laminados e diferente, o papel de bala que não possui ainda reciclagem.

O problema, segundo os órgãos envolvidos, é explicado por um conjunto de fatores. Falta gente para triagem, planejamento, fiscalização, falta investimento e mais educação da população.

Enquanto isso, o aterro sanitário da cidade, ampliado recentemente pela Prefeitura Municipal, diminui a cada dia sua capacidade de sobrevida - estimada em até dois anos - com o despejo de materiais que acabam tomando mais espaço no local.


Queda de braço

De um lado, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) e a Emdurb dizem correr contra o tempo e as dificuldades e até contra o vandalismo para conseguir dar destinação final correta a 100% do lixo reciclável até o final deste ano.

“A coleta é boa, mas temos que aumentar a triagem. Eles ainda trabalham em um turno só e têm dificuldades para conseguir pessoal. A Sebes (Secretaria do Bem Estar Social) está ajudando nisso. No ano passado, conseguimos dobrar a capacidade da cooperativa comprando equipamentos e ampliando a área coberta deles, mas acho que ainda falta um pouco de organização”, avalia Valcirlei Gonçalvez Silva, secretário municipal do Meio Ambiente.

De outro, a Cooperativa dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis (Cootramat), uma das únicas entidades que trabalham com a separação do lixo na cidade (considerando a existência de um trabalho parecido realizado com reeducandos do Instituto Penal Agrícola), rebate as afirmações do secretário.

“A Semma não tem comparecido, só nos cedeu um barracão. Tudo isso que ele disse conseguimos por meio de outro projeto. Precisamos de mais espaço, trabalhadores e equipamentos. Quando chove, o trabalho estaciona. Já aumentamos bem a triagem, mas ainda temos dificuldades. Sem iluminação, não dá para ter dois turnos. Aqui tem cobra e escorpião, é complicado”, comenta Valmir Mora, presidente da cooperativa.

 

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