Um enxame imigrante de abelhas africanas assustou quem passava pela quadra 11 da rua Pereira Mantovani, no Jardim Redentor, em Bauru, na tarde desta segunda-feira (9). O Corpo de Bombeiros e um apicultor foram chamados ao local e, apesar do susto, ninguém se feriu.
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Quioshi Goto |
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O apicultor Altair Donizette Teodoro fez o resgate das abelhas no Jardim Redentor |
Por volta das 16h, a equipe dos bombeiros foi acionada por conta de um enxame de abelhas. Em princípio, os populares que caminhavam pelo local se preocuparam com a cena que viram. No entanto, de acordo com o apicultor e presidente da Associação de Apicultores de Bauru, Altair Donizette Teodoro, se tratava apenas de um enxame imigrante, que não oferece risco de ataque.
“É comum nesta época do ano. As colmeias se enchem de mel e isso compromete o espaço físico, fazendo com que as abelhas procurem uma nova moradia”, explica.
Segundo Altair, quando não há ameaça direta contra as abelhas, dificilmente ocorre o ataque. Ele orienta para que, nesses casos, a pessoa não tente espantá-las, evitando, assim, que haja o ataque. “Quando é enxame imigrante elas não investem em ninguém”, frisa.
Resgate
Com o uso de uma roupa especial e auxílio da equipe do Corpo de Bombeiros, que isolou a área, o apicultor provocou fumaça no local e resgatou as abelhas. O segredo, segundo ele, é fazer com que a abelha rainha entre no recipiente próprio para acomodá-las. “Depois que a rainha entra na caixa, as outras abelhas vêm junto. Nem precisa de muito esforço”, diz.
Questionado sobre a dificuldade de localizar a abelha rainha em meio ao enxame, Altair explicou que, com o tempo, o trabalho de encontrá-la se torna fácil e comum.
As abelhas foram levadas à casa do apicultor e acomodadas em local próprio. Elas serão observadas e, se começarem a produção de mel, serão soltas à natureza.
Caso isso não ocorra, explica Altair, as abelhas permanecerão por cerca de um ano sob os cuidados dele, até que comecem a produzir mel.