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Armador quer esquecer péssima campanha com a Seleção |
Após quase dois meses com a Seleção Brasileira, que foi eliminada na primeira fase da Copa América sem vencer nenhum dos quatro jogos que disputou, o armador Larry Taylor retornou a Bauru no última final de semana, e ontem fez seu primeiro treino com o elenco do Paschoalotto/Bauru. A reestreia será na quinta-feira, às 20h, contra o Limeira, na Panela de Pressão.
“Estou com ritmo de jogo, descansei alguns dias, até para esfriar a cabeça e separar um campeonato do outro. Agora já estou bem, 100%”, afirma Larry, que inicialmente atuaria como ala/armador (escolta), mas em função da lesão de Ricardo Fischer (leia mais abaixo), terá que jogar como armador principal (posição 1).
“Sempre joguei como 1 e como 2 em toda minha vida. Preciso fazer o que for o melhor para o time, jogo nas duas funções. Todo ano estamos trabalhando para ganhar um título, espero que venha neste ano. O time está bem”, comenta o armador conhecido como “Alienígena”, que acompanhou os jogos de Bauru no turno pelas estatísticas e conversando com os colegas de equipe.
Larry chegará a uma marca expressiva quando entrar em quadra contra o Limeira: será seu sexto Campeonato Paulista consecutivo por Bauru. Apenas ele e o ala Gui Deodato atuaram em todas as edições do Estadual desde a volta do basquete profissional em Bauru, em 2008.
Estilo de jogo
Com a chegada de Larry e a saída temporária de Ricardo Fischer, o estilo de jogo da equipe mudará, aponta o técnico Guerrinha. “O Ricardo é um armador mais característico, que gosta mais de organizar o jogo, gosta de trabalhar no perímetro. O Larry já faz um jogo mais de transição, mas que também organiza bem”, explica. “Mas de uma dificuldade, podemos agregar valores. Se tivesse sido há duas semanas atrás a lesão do Ricardo, o estrago seria muito maior”, avalia o treinador.
Seleção
“Faltou a gente fazer um jogo completo lá (na Copa América). Fazíamos um quarto ou dois bons, e íamos mal depois. Faltou fazer os 40 minutos bem. Acho que não foi falta de confiança nos jogos, foi mais o fato de não ter jogado bem mesmo”, explica Larry. Sobre a ausência dos brasileiros que estão na NBA, o armador foi enfático. “A gente não estava pensando em quem não estava, mas sim no grupo que estava lá”, resume.
Questionado se ainda pretende defender a Seleção, Larry diz que sim. “Seria uma honra defender a Seleção novamente, mas primeiro preciso ir bem em Bauru. Minha cabeça agora está aqui”, conclui o armador que terá 36 anos nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro – quando termina seu contrato com o Paschoalotto/Bauru.
