Tribuna do Leitor

Ainda não acreditei... (Kico)


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Está fazendo mais de um mês que fomos surpreendidos com seu definitivo desaparecimento. Só que eu não acredito, Kico, que você, meu irmão, tenha ido embora para morar com Deus tão precocemente. Kico, dia sim e o outro também eu passo diante de sua casa para ver se te vejo. Inútil, Kico, que eu não consigo te ver mais, nem assim com tantas evidências eu consigo acreditar que você morreu.

Kico, todos os dias eu oro pela sua alma, rogando a Deus que o tire da escuridão dando a você o caminho da luz e o descanso eterno. Até quando eu vou viver nessa agonia de não acreditar na sua ausência definitiva.

Eu acredito a todo o instante que eu posso continuar te ajudando, socorrendo, dando a você assistência que, para mim, passou a fazer parte do cotidiano. Não tem a minha vida um minuto sequer que eu consiga me conformar com a sua partida. A saudade é muito fort,e Kico, é dolorida, incomoda, causa transtornos. A situação torna-se mais difícil porque cada um, seja amigos, colegas de trabalho ou conhecidos que sabiam do fraternal relacionamento vêem em minha fisionomia a tristeza e a angústia que tentam de alguma forma me consolar.

Dizem os entendidos, pelo menos aqueles que se acham, que é o ciclo da vida, só que eu não acredito, meu irmão. Em sua passagem, meu irmão, uma coisa é certa, seja no condomínio onde moro, seja nas necrópoles onde você trabalhou, seja na Emdurb, por todos os lugares onde você passou: você conseguiu cultuar amizades, simpatia a ponto de em todos os lugares a gente encontrar pessoas lamentando a sua partida.

Tenha certeza que com esta passagem que você fez todas as dores terminam. Aguarde que o tempo, com suas mãos cheias de bálsamo, traga o alívio, a morte não existe, o que se dá é apenas uma transformação em nossa maneira de ser. Deus é pai. A Ele rogamos todos os dias pela sua alma e que nos dê o conforto necessário. Kico, quantas saudades, até o dia que fatalmente nos reencontraremos.

Sua irmã que sempre te amou.

Solange J. Silva Parra

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