A Polícia Civil do Estado de São Paulo paralisou novamente. Durante o período das 10h às 16h desta terça-feira (10), cerca de 50 agentes da Central de Polícia Judiciária (CPJ) e da Ciretran de Bauru realizaram a sexta Operação Blecaute e já projetam greve para o decorrer das negociações com o Estado, caso não haja aumento de salário para a categoria.
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Aceituno Jr. |
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Cerca de 50 agentes da Central de Polícia Judiciária (CPJ) e da Ciretran de Bauru paralisaram as atividades hoje |
“Estamos em estado de greve e pedimos novamente a compreensão da população para que registrem seus boletins de ocorrências (BOs) não criminais após o término de cada operação”, comunicou o delegado Marcelo Alves Firmino, um dos líderes da interdição e diretor da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp).
O movimento, que tem o apoio do Sindicato dos Delegados do Estado de São Paulo (Sindpesp), voltou à normalidade após as 16h desta terça-feira. Para esta quarta-feira (11), segundo o delegado, não está prevista uma nova paralisação.
Greve
Até agora, todas as seis paralisações tiveram horário para começar e terminar. Entretanto, a Polícia Civil alertou que uma greve total, desta vez sem data de retorno estabelecido, pode acontecer a qualquer momento.
A presidente da Adpesp, Marilda Pansonato Pinheiro, reforçou que o objetivo não é prejudicar a população, “e sim esclarecer a sociedade sobre o real cenário de sucateamento que vem impedindo a Polícia Civil de prestar um atendimento de qualidade ao cidadão”, conclui.
35 mil
No quadro de funcionários da Polícia Civil do Estado de São Paulo, das 35 mil vagas disponíveis há 28 mil preenchidas, segundo estimativa.
Secretaria afirma se empenhar
Em nota, a Secretaria Estadual de Segurança Pública “reafirmou o seu empenho na negociação com todas as categorias de polícia”. Segundo a pasta, policiais civis, militares e científicos receberam reajustes salariais de 27,7% nos últimos dois anos.
“A principal reivindicação é o reconhecimento e não índice de reajuste”, rebate a delegada Marilda Pinheiro. Ela se referiu ao reconhecimento da carreira jurídica para os delegados de polícia e do nível universitário para os investigadores e escrivães.