As três chapas que disputam a eleição interna do PT defendem candidatura própria do partido para a sucessão do prefeito Rodrigo Agostinho, em 2016.
O grupo de Estela Almagro idealizou a aliança de coalisão nas campanhas de 2008 e 2012. José Carlos de Souza Batata, porém, entende que chegou o momento de a sigla se tornar protagonista.
“Temos o governo federal, que já enviou mais de R$ 1 bilhão para Bauru e não estamos tirando proveito disso ainda”, avalia.
A chapa de Batata defende também que em 2014 o PT lance apenas dois candidatos a deputado: um estadual e outro federal, cujos nomes devem ser discutidos e decididos junto à militância.
Sandro Bussola também defende candidatura própria do partido em 2016 e afirma que a sigla tem diversos quadros competitivos, como Estela, Batata, Roque Ferreira e Cláudio da Construção. “Eu estou começando agora e, no PT, a gente tem que respeitar fila”, diz em relação a si.
O vereador desmentiu boatos de que teria declarado apoio a Renato Purini (PMDB) em entrevista concedida a uma emissora de TV. “Até porque ele não se lançou como candidato”, garante.
A proximidade de Bussola com o líder do governo na Câmara Municipal – que pretende disputar eleição para deputado estadual em 2014 – teria irritado ainda mais o grupo de Estela e Batata.
Já a Esquerda Marxista sempre defendeu que o PT lançasse candidaturas próprias, sem construir alianças com “partidos da burguesia, como o PMDB [de Rodrigo Agostinho]”.