Economia & Negócios

Efeito Eike faz Bolsa mudar principal índice a partir de 2014

Por Toni Sciarretta | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

A BM&FBovespa vai mudar a metodologia de cálculo do Ibovespa, principal termômetro do mercado de ações brasileiro, que agora levará em conta o valor de mercado das empresas e o volume de papéis disponíveis para negociação na Bolsa. 

 

É a primeira mudança relevante no índice em 45 anos. O objetivo é tirar ações como as da OGX, petroleira do grupo de Eike Batista, que valem menos de R$ 1, mas têm grande volume de transação. 

 

Também deve reduzir a participação de empresas grandes, mas que tenham poucas ações no mercado. 

 

As alterações valerão a partir do próximo ano e serão implementadas em duas fases. A primeira, que vai de janeiro a abril, será uma média das metodologias antiga e nova. A partir de maio, de fato, a nova metodologia vigorará sozinha. 

 

As alterações foram discutidas por uma comissão formada por 25 pessoas. "Com as mudanças, a BM&FBovespa alinha a metodologia do seu principal índice com o que é praticado em outros países e adapta o Ibovespa ao cenário atual do mercado de capitais brasileiro, além de torná-lo mais robusto para o crescimento que se espera para o futuro do país", afirmou a Bolsa, em comunicado. 

 

Criado em 1968, o Ibovespa refletia uma Bolsa em que poucas ações eram negociadas, independentemente do tamanho e da importância das empresas.

 

Devido a essa metodologia, a OGX representa hoje 5% do Ibovespa, atrás apenas dos papéis preferenciais (sem voto) da Petrobras (7,7%) e da Vale (8,3%). Isso obriga a maioria dos fundos que seguem o índice a comprarem o papel da petroleira, apesar de dúvidas sobre o futuro da empresa.

 

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