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Bauru registra mais um caso de leishmaniose


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O Instituto Adolfo Lutz confirmou, nesta quinta-feira (12), mais um caso de leishmaniose visceral americana (LVA) em Bauru só neste ano. A vítima é uma criança do sexo masculino, de 2 anos de idade, moradora da Vila Industrial e tratada no Hospital Estadual de Bauru.

Assim, em 2013, Bauru totaliza, até o momento, 17 casos de LVA, com um óbito. Em 2012, foram registrados 35 casos da doença e três óbitos, sendo dois com sintomas iniciados em 2011 e um com início dos sintomas em 2012.

Doença

Os principais sintomas da leishmaniose visceral do Homem são febre intermitente com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarreia, sangramentos na boca e nos intestinos. Na maioria dos casos, o período de incubação é de 2 a 4 meses, mas pode variar de 10 dias a 24 meses.

Em casos do aparecimento de alguns dos sintomas acima, deve-se procurar imediatamente a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência para o possível diagnóstico da doença e as demais providencias necessárias.

A leishmaniose visceral é uma doença transmitida pelo mosquito-palha ou birigui (Lutzomyia longipalpis) que, ao picar, introduz na circulação do hospedeiro o protozoário Leishmania chagasi. Não é contagiosa, nem se transmite diretamente de uma pessoa para outra, nem de um animal para outro, nem dos animais para as pessoas. A transmissão do parasita ocorre apenas através da picada do mosquito fêmea infectado.

A Vigilância alerta também que é proibida a criação de animais tais como porcos e galinhas em área urbana, principalmente pela preferência do mosquito palha por estes locais.

Na área urbana, os cães são os principais animais hospedeiros e os sintomas no animal são bastante variáveis, sendo comum o aparecimento de lesões de pele acompanhadas de descamações e, eventualmente, úlceras, perda de peso, lesões oculares, atrofia muscular e, em alguns casos, o crescimento exagerado das unhas.

Em um estágio mais avançado, há o comprometimento do fígado, baço e rins, podendo levar o animal à morte. É, por lei, proibido tratar o animal, sendo obrigatória a eutanásia.

Prevenção

- Eliminação diária das fezes acumuladas dos animais.

- Recolhimento de matéria orgânica em decomposição no solo.

- Evitar árvores frutíferas de grandes copas, que proporcionem sombra constante e que mantendo a umidade do solo o que facilita a decomposição da matéria orgânica depositada sob as mesmas, ou seja, manter as árvores devidamente podadas.

 

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