Internacional

ONU recebe documentos da Síria para tratado de armas químicas

Folhapress
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A Organização das Nações Unidas (ONU) informou nesta quinta-feira (12) que recebeu documentos da Síria para a adesão do país ao tratado global contra armas químicas. O trâmite é considerado uma das primeiras etapas para que o regime de Bashar al-Assad entregue seu arsenal de destruição em massa.

Reuters

A Síria é um dos sete países que não assinaram acordo contra o uso de armas químicas

A entrega do arsenal foi proposta pela Rússia na segunda, após o secretário de Estado americano, John Kerry, sugerir que a intervenção militar promovida pelos Estados Unidos se Damasco entregasse as armas químicas. A partir daí, Moscou discutiu a ideia com o regime sírio, que aceitou a condição.

Devido à proposta, a ação armada ocidental na Síria, que deveria ser votada nesta semana pelo Congresso americano, perdeu força. O ataque foi proposto pelo presidente Barack Obama como uma represália a um suposto ataque químico que, segundo Washington, teria causado a morte de 1.400 pessoas.

Segundo o porta-voz da ONU, Farhan Haq, os documentos de adesão da Síria foram entregues nas últimas horas e estão sendo traduzidos. No entanto, ele descarta que Damasco se incorpore imediatamente ao tratado que proíbe a produção e o armazenamento das armas, criado em 1997.

O representante afirma que este é o primeiro passo para que se torne um membro pleno, um processo que deve levar alguns dias. Mais tarde, o representante da ONU na Síria, Bashar Ja'afari, disse que fará mais tarde um comunicado sobre a decisão do governo de ingressar no tratado.

A Síria é um dos sete países que não assinaram o acordo internacional contra o uso de armas químicas. Os outros são Angola, Coreia do Norte, Egito e Sudão do Sul. Israel e Mianmar. Todos entram na lista por ainda não terem ratificado o acordo, embora tenham apresentado os documentos.

Assad

A entrega dos documentos havia sido anunciada mais cedo pelo ditador sírio, em entrevista ao canal russo Rossiya 24. Ele confirmou que colocará sob controle internacional o arsenal de armas químicas e atribuiu sua decisão à proposta russa, não às ameaças dos Estados Unidos.

Ele afirmou que colocará seu arsenal químico à disposição da comunidade internacional um mês após assinar a Convenção Internacional para a Proibição de Armas Químicas. No entanto, condicionou a entrega ao fim das ameaças de ataque americanas.

"Quando percebermos que os Estados Unidos realmente desejam a estabilidade na nossa região e pare de fazer ameaças de um ataque e também deixe de fornecer as armas aos terroristas, consideraremos se podemos continuar os processos necessários até a assinatura do contrato".

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