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Os bancários já têm data certa para iniciar greve por tempo indeterminado em todo o Brasil, incluindo em Bauru. Se nenhuma nova proposta for apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), a categoria, seguindo o Comando Nacional, cruzará os braços na próxima quinta-feira.
Em assembleias realizadas anteontem em várias partes do País, foi recusada oficialmente a proposta apresentada na semana passada pela Fenaban ao Comando Nacional dos Bancários. Ela previa, entre outros pontos, reajuste de 6,1% (reposição da inflação prevista) sobre os salários. Já a categoria quer reajuste salarial de 11,93%. Além disso, reivindica ainda piso salarial no valor de R$ 2.860,00, participação nos lucros ou resultados de três salários-base mais uma parcela adicional fixa de R$ 5.553,15 e valorização dos vales refeição e alimentação.
“Nós advertimos os bancos na mesa de negociações que essa proposta era uma provocação. Um setor em que somente as seis maiores empresas tiveram lucro líquido de R$ 29,6 bilhões no primeiro semestre e mantém a mais alta rentabilidade do planeta acenar com uma proposta desse tipo é para empurrar os bancários para a greve”, avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
Assembleia
Agora, será realizada uma nova assembleia no dia 18 para deflagrar de vez a greve ou analisar caso seja feita outra proposta.
“Em Bauru, nós seguiremos as diretrizes do Comando Nacional e, caso for decidido assim, também paralisaremos. A nossa única divergência é em relação aos reajustes salariais. Reivindicamos 22% de reajuste”, explica o diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, Paulo Tonon.
Em nota, a Fenaban argumentou que o piso salarial da categoria subiu mais de 75% nos últimos sete anos e os salários foram reajustados em 58%. “Ou seja, somente o piso salarial registrou aumento real de 23,21%”
