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Cores do Vitória Régia são resgatadas por universitários

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O Parque Vitória Régia, cartão postal de Bauru, recebeu mais uma ‘mãozinha’ de tinta. A ação faz parte da semana de engenharia da Unesp/Bauru e foi batizado de “Ao Vivo e em Cores”. Realizada pela 2ª vez  reuniu 60 voluntários e mudou o aspecto de abandono deixado pelas pichações no espaço público.


Na versão 2013, o “Ao Vivo e em Cores” incluiu a conscientização, movido pela esperança de conter as pichações. “O projeto começou em 2012. E setembro do ano passado, fizemos a intervenção física completa. Pintamos toda a arquibancada, as pétalas, o palco e dois ou três dias depois estava tudo pichado. Este ano trouxemos uma nova proposta. Desde o começo do ano trabalhamos com quatro escolas públicas focados na conscientização,” explicou a estudante de engenharia civil Manuela Franzin Basserre.  


Nas escolas trabalhadas, além do papo sobre a importância do espaço público foram feitas intervenções físicas. “Pintamos muros e incluímos os alunos para que eles sentissem que a escola era parte deles e a partir dai fosse criado um vínculo para que eles conservassem o trabalho feito. Todas as dinâmicas foram elaboradas respeitando as faixas etárias e a comunidade na qual eles estão inseridos.”


Nesta edição, o encerramento do projeto foi a intervenção física no Vitória Régia. “Estamos cobrindo as pichações, diferentemente da ação de 2012 quando pintamos todo o parque. Vamos fazer uma base branca nos banheiros para que os grafiteiros completem com a grafitagem. O pichador não picha sobre grafite.”


As tintas utilizadas no trabalho são resultado de patrocínios. “Vamos deixar o espaço público mais bonito e acreditamos que desta vez ele permanecerá por mais tempo livre das pichações. Acho que o trabalho com as escolas vai ser positivo. Hoje, promoveremos muitas atividades no parque, dentre elas: alongamento, ioga, shows e brincadeiras para o público infantil.”

 

Retribuição ao ensino público

Para Manuela Basserre, restituir a paisagem do parque é uma maneira de retribuir o investimento que a sociedade faz na universidade. “Temos que agradecer. É uma oportunidade do universitário fazer um trabalho diferente.”


A universitária de engenharia Bruna Regina Mega, 19 anos, moradora de Araraquara, debutou na pintura de paredes. “Foi gratificante participar. Acho que o espaço vai ficar mais bonito. Meus pais ficariam orgulhosos se me vissem pintando o muro do parque.”


Pâmela Yukie Miyamoto, 20 anos, estudante de arquitetura também teve contato com as tintas e pintura pela 1ª vez. “Não imaginei pintar paredes. Mas está sendo uma experiência diferente. Acredito que a população vá gostar.”

 

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