Hoje (ontem), às 4h da madrugada, levantei-me para ir ao banheiro e aí notei que as luzes da área, que têm sensor e são sensíveis à presença de pessoas, estavam acesas. Da janela da sala, observei que deveria tem alguém ou na calçada ou na rua...
Fui até lá para ver e eis que me deparo com o senhor entregador do JC acertando a carga na moto, pois tinha mais de uma centena de jornais para serem entregues, e ele, com agasalho, capacete, tentava arrumar a carga... cumprimentei-o e ele respondeu: - Um bom dia ao senhor também, estou acertando a carga, pois tenho ainda muito a fazer...
Já com o JC em mãos, para leitura durante o dia, pois tanto eu quanto minha esposa Vera Lúcia temos o hábito de lê-lo logo pela manhã e como ela mesmo comenta o prazer em folhear o Jornal não tem igual, pois compara a um sorvete crocante com casquinha, o que não se degusta quando se faz a leitura pela Internet. Voltei a dormir, mas com o pensamento no fato ocorrido. Pensei, se ele, o entregador de jornais, está aqui a esta hora, é porque muito antes teve que ir até a Redação do JC, selecionar os jornais do setor que ele atende, colocá-los na moto e cortar a cidade, pois resido no Jardim América.
Quanto trabalho que executa diariamente, seja chuva ou tempo nublado, ou garoa, ou mesmo a neblina que pode ocorrer, e ele tem um serviço a executar e não pode falhar de 2ª a 2ª, pois todos os lares estão à espera do JC, para se informar das notícias, dos decretos, da agenda, das baladas... Enfim, o jornaleiro é um exemplo de servidor que faz o seu trabalho silencioso e, muitas vezes, não reconhecido.
Aqui fica o meu elogio a esse homem que, no anonimato, faz o seu trabalho diariamente e sabe que, se não o fizer, vai ter reclamação.... Ao senhor Lima o nosso muito obrigado e que continue sendo o profissional excelente que é.
Prof. esp. Carlos Alberto Alves Neves