João Rosan |
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Apesar de líder do governo, Renato Purini (à direita) voltou a fazer críticas à administração |
O aumento na tarifa de água e esgoto para este final de ano deverá ser fixado em torno de 10% da tabela atual de consumo praticada pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE). A estimativa é do próprio prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), realizada sobre a projeção dada pelo presidente da autarquia ao JC, na última sexta-feira, de que o estudo tarifário deverá apontar reposição nos preços atuais entre 9% e 12%.
O prefeito disse que não vai repetir o que considera erro dos anos anteriores. “Há alguns anos foi deixado de realizar o estudo tarifário para discutir a revisão da tarifa e isso acumula e fica muito defasado. Aí cria enorme dificuldade em recompor a tarifa de uma só vez, o que prejudica a tabela de serviços e a capacidade de investimento do DAE”.
O prefeito diz que o DAE vai enviar o estudo tarifário, mas não atenderá a tudo o que é pedido e nem deixarrá de recompor a inflação mais algum percentual para gerar um investimento adicional. “Não me parece que 10% seja muito elevado para a situação da tarifa do DAE atual, que é uma das mais baratas do Brasil”, citou. Entretanto, o prefeito garantiu que vai solicitar um comparativo tarifário ao DAE. “Já pedi isso o ano passado e agora o estudo financeiro tem de vir acompanhado de números da tarifa de cidades do mesmo porte de Bauru. Temos analisado a situação em Limeira, Piracicaba e Jundiaí, entre outros municípios do mesmo patamar. É uma forma de avaliar a evolução da tarifa praticada em Bauru com cidades de porte médio”, comentou. Segundo o presidente do DAE, Giasone Candia, a previsão é de que a solicitação de aumento na tarifa fique entre 9% e 12%, conforme a evolução de custos de insumos e o crescimento em investimento defendido pela autarquia.
No ano passado, o aumento de 9% contemplou a reposição da inflação e a consequência sobre a folha de pagamento interno, em especial em razão da aprovação realizada neste ano do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). O impacto do PCCS, inicialmente apresentado em R$ 9 milhões e ajustado para algo acima de R$ 4 milhões, entretanto, será maior.
Rodrigo Agostinho comenta que neste momento os preços de matérias-primas, como químicos e energia elétrica, pesam mais. “O preço dos químicos teve aumento de 20% a 25% para vários produtos e a energia continua subindo bem acima da inflação e não dá para deixar de repor esses custos”, acrescentou.
Atualmente, uma conta de consumo de água para 20 mil litros por mês fica em R$ 49,00, sendo dividido o valor entre tarifa de água e esgoto. Perto de 2/3 do número de consumidores residenciais está na faixa de consumo de até 20 mil litros/mensais.
O último aumento praticado na tarifa foi de 9%, em novembro do ano passado. O DAE apresentou projeção de aumento global na receita em pouco mais de R$ 108 milhões para o próximo ano. No comparativo dos dois últimos exercícios, a peça orçamentária passou de R$ 83 milhões para R$ 103 milhões.
O reajuste da tarifa e a crônica falta d’água monopolizaram debates na sessão de ontem da Câmara.
