COPA JOÃO FANTIN
Com 74 jogos disputados, foi realizada no Bauru Tênis Clube e encerrada no último domingo mais uma “Copa João Batista Fantin”. A disputa envolveu tenistas da região com idades de 9 a 16 anos. Os bauruenses que mais se destacaram foram: categoria 10 anos ‘’E’’, Gabriel Finoti Cortez, vice-campeão; Hierro de Matos, vice-campeão, categoria 11 anos ‘’B’’; Caio Joaquim Bergamini, campeão na categoria 12 anos ‘’A’’; e Tomas Dangio de Mello, vice-campeão na categoria 14 anos ‘’E’’.
BRASIL NA DAVIS
O Brasil foi derrotado por 4 a 1 em confronto fora de casa, pela Alemanha, na fase de playoff da Copa Davis. Em 2014, volta para a segunda divisão do torneio. O ponto brasileiro veio através da dupla formada por Bruno Soares e Marcelo Melo, dois dos melhores do mundo e que, por exceção, não mereciam estar na segunda divisão. Entretanto, os jogadores atuais da simples, Thomaz Bellucci e Rogerio Silva, de fato, fizeram jus ao rebaixamento.
MAIS DA DAVIS
Pelas semifinais do Grupo Mundial da Copa Davis, jogando em casa, a Sérvia venceu o Canadá por 3 a 2; também em casa, a República Tcheca venceu a Argentina por 3 a 2. Os dois pontos da Argentina foram conquistados quando os tchecos já ganhavam por 3 a 0. Nos confrontos dos playoffs, além de Alemanha 4 x 1 Brasil, os outros resultados foram: Espanha 5 x 0 Ucrânia, Áustria 0 x 5 Holanda, Croácia 1 x 4 Grã-Bretanha, Suíça 4 x 1 Equador, Austrália 4 x 1 Polônia, Bélgica 3 x 2 Israel, Japão 3 x 2 Colômbia. Os países mencionados em primeiro lugar jogaram em casa. Os vencedores permanecem no Grupo Mundial, enquanto os perdedores jogam a segunda divisão, ou os Zonais, como se diz agora.
NADAL 1
Depois de sete meses parado por grave contusão no joelho (de julho de 2012 a fevereiro 2013), em uma era em que, além do talento e técnica, a força física é preponderante no resultado dos jogos, Rafael Nadal surpreendeu a muitos que já davam como certo o final de sua carreira e emocionou o mundo esportivo ao conquistar o US Open (há 8 dias), ao vencer na final o ainda número 1 do mundo, o sérvio Novak Djokovic. Desde sua volta, em fevereiro, disputou 13 torneios, venceu 10, foi vice em dois e perdedor de primeira rodada uma vez, em Wimbledon. Em quadras duras, venceu todas as 23 partidas que disputou. Depois de todos esses títulos, o normal seria que o jogador quisesse descansar por alguns dias. Normal para os outros, mas para Nadal não. Três dias depois da final com Djokovic, já defendia a Espanha, em Madri, em confronto do playoff da Copa Davis, contra a Ucrânia. Venceu o primeiro jogo de simples e, como se não bastasse, no dia seguinte jogou também em dupla, ao lado de Marc Lopes. Resultado: Espanha 5 x 0 Ucrânia.
NADAL 2
Durante o US Open-2013, o russo Dmitry Tursunov foi indagado com insinuações de que Nadal fizesse uso de doping. Respondeu: “Rafael Nadal é excepcional de várias maneiras; mentalmente, é capaz de focar o objetivo de uma forma que os outros jogadores não fazem; ele ama o desafio; é o tipo de jogador que vence a final de Roland Garros em um dia e no dia seguinte está novamente na quadra, treinando por sete horas, assim como fez nesse ano. Dizer que faz uso de algo ilícito, para muitos, é mais fácil que admitir que seus resultados são frutos de muito trabalho e, claro, de uma força mental fora do comum, além de habilidade técnica”, disse o russo.
FRASE INSPIRADORA
O nadador brasileiro César Cielo diz que tem uma foto de Rafael Nadal na parede do seu quarto, pois lhe serve de inspiração. No quarto de Nadal talvez tenha as palavras que estão a seguir e que foram ditas pelo homem (de negócios) mais rico do mundo. Mesmo que não tenha, certamente Nadal age como tal... “Tente uma, duas, três vezes e, se possível, tente quatro, cinco, ou quantas vezes forem necessárias. Só não desista nas primeiras, pois a persistência é amiga da conquista. Se quiser chegar aonde a maioria não chega, é preciso fazer o que a maioria não faz!” (Bill Gates).
DICA
Muitos jogadores se preocupam com a tática sem antes analisar qual a melhor maneira de jogar de acordo com as características e fraquezas de seu próprio jogo. Sacar bem pode ser determinante no resultado do jogo, mas sacar sempre com muita força é um erro que pode ser fatal. Se não estiver tendo um bom aproveitamento de primeiro saque, diminua um pouco a potência. Três ou quatro aces (saques indefensáveis) por set não são suficientes para contrabalancear um primeiro saque cheio de erros. Do mesmo modo que um saque fraco e empurrado pode, também, gerar problemas, pois o adversário passará a mandar no ponto desde sua devolução. Use o pulso, ombro e o peso do corpo para pôr mais efeito à bola. Devolver bem o saque também pode influenciar no resultado. Se você não consegue devolver bem o saque, irá perder todos os games em que for recebedor. Se seu adversário sacar forte, faça uma preparação de movimento mais curta, sem esperar que a bola cruze a rede para iniciar o movimento. Caso esteja tendo problemas para devolver o saque em função do efeito, fique mais à frente. Quanto mais cedo fizer o contato com a bola após pingar, menor será a eficiência do efeito.
CURIOSIDADE 1
O tenista espanhol Rafael Nadal imprime uma enorme potência em seus golpes, principalmente no forehand (direita para destros). De acordo com um estudo americano, usando um sistema de vídeo de alta velocidade, Nadal já fez com que a bola atingisse um máximo de 5.000 rotações por minuto, em golpes de top spin de forehand. Para que se entenda, o top spin é um tipo de efeito que faz com que a bola gire para frente, e após tocar a quadra, dependendo da potência desse efeito, faz a bola subir muito. A média das rotações por minuto nos forehands de Nadal é de 3.200. Se, em média, um forehand, demora cerca de um segundo até ser golpeado pelo adversário, nessa em que fez a bola girar 5.000 vezes por minuto, nesse segundo a bola girou 83,3 vezes. O suíço Roger Federer, nos bons tempos, atingiu um máximo de 4.000 rotações por minuto, média de 2.500.
CURIOSIDADE 2
Segundo a TV americana CBS, que transmitiu o US Open para os americanos, a final feminina entre a americana Serena Williams e a bielorrussa Victoria Azarenka teve uma audiência de 19,3 milhões de espectadores contra 11 milhões na final masculina, entre Rafael Nadal e Novak Djokovic. Há que se levar em conta que na final feminina havia uma americana envolvida, e foi jogada no domingo, quando a maioria não trabalha enquanto que a masculina foi na segunda-feira.
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