A política envolve paixões, interesses e projetos de poder. A Justiça deveria frear, conter as paixões, limitar interesses ao legal e ao legítimo. Mas entre justiça e política há várias cores cinzas. O Supremo Tribunal Federal tem assumido posturas nas representações dos anseios políticos da população e isso abre espaço para interpretações errôneas. Não há santos, nem vítimas. Há réus e juízes, direitos e deveres. O Supremo é a maior expressão da racionalidade e do direito. O seu presidente, ministro Joaquim Barbosa, tem méritos, mas não é maior que a instituição que preside. Portanto, que não se espere do Supremo Tribunal Federal o resgate de uma cidadania que deveria vir da política.
Carlos Iunes