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Ministros criticam entidades médicas por não liberar registro para estrangeiros

Folhapress
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Os ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Aloizio Mercadante (Educação) criticaram nesta terça-feira (17) a decisão dos Conselhos Regionais de Medicina que não concederam registro profissional provisório para nenhum dos 682 médicos formados no exterior que vão participar do programa federal Mais Médicos.

Agência Brasil

Padilha diz nao querer atrasar a chegada dos médicos nos municípios brasileiros

O governo estuda recorrer à Justiça contra os conselhos. Sem o registro, os profissionais ficam proibidos de trabalhar como médicos. A medida pode atrasar o início dos trabalhos dos intercambistas.

Segundo Padilha, o governo não vai "admitir qualquer postura para postergar a chegada desses médicos nos municípios". O ministro afirmou que o governo vem conseguindo driblar ações que tentam travar o desenvolvimento do programa. Ele afirmou que houve tentativa de boicote na inscrição e medidas judiciais contra a concessão do registro.

"Tem um parecer claro da AGU [Advocacia-Geral da União] que estabelece, mais uma vez, que os CRMs [conselhos] têm que cumprir exatamente o que está escrito na lei. Não vamos admitir nenhuma tentativa de postergar a chegada dos médicos. A população brasileira precisa, os profissionais de saúde estão ansiosos, as unidades de saúde estão esperando esses médicos e faremos tudo para levar esses médicos até a população", disse.

Mercadante reforçou o discurso e cobrou uma postura democrática das entidades. "As entidades poderiam deixar de obstruir dessa forma e debater democraticamente ganhando ou não através do voto. Tem que cumprir a lei e oferecer o registro como a MP estabelece", afirmou.

Para o ministro da Educação, as entidades precisam entrar em sintonia com a socidade. "A lei que esta vigência da medida provisória estabelece as condições para oferta de registro [aos estrangeiros]. Acho que as entidades médicas deveriam dialogar com o sentimento da população, com a necessidade de mais médicos. São 700 cidades que não têm nenhum médico."

Temos mais de 1.200 cidades com menos de um médico para 3.000 pacientes e muita gente sabe que na hora que precisa tem que ter um médico próximo", completou.

Padilha e Mercadante participaram hoje de um encontro com líderes da base aliada na Câmara para discutir o texto da medida provisória que criou o programa. Segundo Mercadante, há amplo apoio dos aliados ao texto. O relatório da medida provisória deve ser apresentado nesta quarta-feira (18) na comissão especial do Congresso que discute a matéria.   

 

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