A maioria dos europeus e norte-americanos se opõe fortemente à intervenção militar na guerra civil síria, segundo uma pesquisa divulgada ontem.
O “Tendências Transatlânticas”, levantamento feito anualmente nos EUA e Europa pela instituição Fundo Marshal Alemão dos EUA e pela empresa italiana Compagnia di San Paolo, mostrou também que a imagem da China está se deteriorando em ambos os continentes.
Sobre a Síria, 62 por cento dos norte-americanos e 72 por cento dos europeus acreditam que seus países deveriam evitar uma intervenção militar na guerra civil, que já matou mais de 100 mil pessoas em dois anos e meio.
Só 30 por cento nos EUA e 22 por cento na Europa são favoráveis à intervenção.
Na Turquia, país que faz fronteira com a Síria, o apoio à não-intervenção ficou em 72 por cento.
Em todas as regiões, a pesquisa mostrou um crescimento da resistência à intervenção em relação ao ano passado.
Quanto ao Irã, europeus e norte-americanos acham que as sanções econômicas são a melhor forma de impedir o país de obter armas nucleares. Pouquíssimos europeus, mas 18 por cento dos norte-americanos, são favoráveis a uma intervenção militar.