A mãe de Aaron Alexis, que matou 12 pessoas nesta semana em uma base da Marinha em Washington, pediu perdão ontem às famílias das vítimas, e disse que, a exemplo de amigos e colegas dele, não conseguia explicar as motivações por trás do ataque.
“Não sei por que ele fez o que fez, e nunca poderei lhe perguntar por quê. Aaron agora está num lugar onde nunca mais poderá fazer mal a ninguém, e por isso eu estou contente”, disse Cathleen Alexis em um áudio gravado na sua casa, em Nova York, e transmitido pela rede MSNBC.
“Às famílias das vítimas, lamento muitíssimo pelo que aconteceu. Meu coração está partido.”
Todas as 12 vítimas, com idades entre 46 e 73 anos, eram civis baleados na manhã de segunda-feira por Alexis, ex-reservista da Marinha que estava trabalhando no estaleiro como prestador de serviços de tecnologia a informação. Ele foi morto em tiroteio com policiais.
O secretário de Defesa, Chuck Hagel, admitiu que havia “bandeiras vermelhas” apontando que Alexis poderia constituir uma ameaça, e no entanto ele recebeu autorização para trabalhar na instalação militar, apesar de ter sido dispensado do Corpo de Reservistas por mau comportamento, e de ter duas passagens policiais por incidentes relacionados a armas de fogo.
Starbucks não quer clientes com armas
O executivo-chefe da rede de cafeterias Starbucks, Howard Schultz, pediu em carta aberta a seus clientes para que não entrem armados em seus estabelecimentos nos Estados Unidos, informou a empresa ontem.
“A presença de uma arma em nossos estabelecimentos é inquietante e preocupante para muitos de nossos clientes”, assinalou a carta divulgada no site da empresa.
O texto foi divulgado após mais uma tragédia envolvendo um atirador no país - no caso, o assassinato de 12 pessoas na segunda-feira por um homem em uma base da Marinha em Washington.
A Starbucks se transformou de forma involuntária em um ponto de atrito entre os defensores do uso de armas em público e aqueles que defendem controle mais rígido de venda e porte.
Muitos dos quase 7.000 estabelecimentos da Starbucks no país se encontram em regiões cuja legislação permite o uso de armas em público.
Em agosto, houve um grande encontro nas cafeterias da Starbucks promovido pelas organizações a favor do porte de armas em público.