Tribuna do Leitor

Incompetência


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Incompetente, que também significa incapacidade, imperícia ou ainda inexperiência, é o que demonstra, infelizmente, o nosso poder público. Os problemas de gestão de um administrador são vários e exigem dele toda a atenção e dinâmica de trabalho para que a população não sofra por imperícia dos que são responsáveis pela cidade. Ainda mais quando um problema se arrasta pelo tempo sem que se tome uma atitude definitiva e, sobretudo, correta, pelo menos em respeito a aqueles que confiaram em suas promessas de campanha, depositando seu voto nas urnas de uma eleição.

É uma falta de respeito com o seu eleitor, principalmente se esse eleitor mora em zonas menos privilegiadas da cidade. Pois bem, esse diário problema ocorre na região noroeste desta cidade, em bairros como Vila Lemos, Vânia Maria, Jardim Petrópolis, Parque União e outros mais: sofrem com a falta de água em suas torneiras.

O que acontece é o cúmulo do descaso e da falta de transparência do problema. A população, na procura de uma solução, liga para os órgãos competentes e as desculpas são várias e sempre as mesmas, como roubaram os fios da bomba, a bomba quebrou, foi um problema nas adutoras etc. São desculpas e mais desculpas que não resolvem a solução.

Incompetência gera confusão na vida diária dos moradores, como sair de sua casa e ir tomar banho na casa de um parente, levantar de madrugada para aproveitar um pouco da água para lavar sua roupa. E aquela mãe com seu nenê recém-nascido com as roupas da criança. Outros então desesperados, vendo a inércia do governo, partem para fazer despesas extras, colocando caixa d?água suplementar a fim de resolver um problema que não seria seu, mas daqueles que por ele foram eleitos. Afinal, os impostos e taxas são pagos, mesmo porque se assim não fosse, a água seria cortada.

Alem da falta de água, existe um outro detalhe que também acontece. Quando a água é liberada para abastecer nossas caixas, o ar contido na canalização é registrado como abastecimento, aumentando o custo das nossas contas. Cobrança indevida e imoral.

Entretanto, pela manhã, quando me dirigia a um supermercado, passei num bairro que faz ligação com o nosso vi e fotografei um jorro de agua saindo num cano de duas polegadas, escoando pela rua, provavelmente esvaziando uma piscina. Porém, ao chegar à minha casa, minha esposa me informava que como a água não havia chegado durante a noite, a caixa estava vazia. Alguns são privilegiados e isso deve ser o que se chama democracia. Ao mesmo tempo em que desabafo nesta coluna, penso que a minha queixa seja ouvida pelas centenas de famílias que compartilham desse infortúnio. Se nada acontecer, seria melhor lembrarmos de um personagem do nosso saudoso Chico Anísio, o deputado Justo Veríssimo, que diria: "Quero que o povo se exploda!"

Luiz Octavio P. N. Valente

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