Os bancários de todo o país paralisaram suas atividades por tempo indeterminado, nesta quinta-feira (19). Conforme o JCNet publicou, a decisão foi tomada em assembleias realizadas no dia 12, rejeitando a proposta da Fenaban de reajustar os salários e demais verbas (PLR e vales) em 6,1%. Em Bauru, 50% das agências bancárias paralisaram.
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João Rosan |
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Greve dos bancários tem adesão de 50% das agências, diz sindicato |
Segundo o diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/CSP-Conlutas, Paulo Tonon, a greve em Bauru começou com 50% de adesão, mas a intenção dos bancários é que esta porcentagem aumente. “A paralisação também atingiu agências da região, como em Lençóis Paulista, Piratininga, Avaré, Botucatu, São Manuel e Santa Cruz do Rio Pardo. Até o momento, nenhuma proposta foi apresentada e estamos lutando para que o número de agências paralisadas aumente”, afirma.
Na tarde de hoje, uma assembleia com os grevistas será realizada na sede do Sindicato dos Bancários, localizada na quadra 4 da rua Marcondes Salgado, Centro. “O objetivo da assembleia é fazer um balanço da paralisação. Provavelmente, a greve continuará amanhã”, diz o diretor.
João Rosan |
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Até o momento, nenhuma proposta foi apresentada aos bancários |
Ainda de acordo com Paulo Tonon, os bancários acreditam que a negociação e a proposta sejam apresentadas somente na segunda-feira (23). As reivindicações são para reajuste salarial de 22%, fim das metas e estabilidade no emprego nos bancos privados.
O Comando Nacional representa 95% dos cerca de 490 mil bancários de todo o país. Um balanço do primeiro dia de greve será divulgado no final da tarde desta quinta-feira, com base nas informações que serão enviadas pelos sindicatos para a Contraf-CUT.
Como lidar com a situação
A paralisação não isenta o consumidor de pagar suas contas dentro do prazo estipulado pelo credor. Para evitar eventuais encargos, como multas e juros pelo não pagamento da dívida em dia, a primeira atitude é ligar para a agência na qual possui conta para saber se ela aderiu à greve. Caso tenha aderido, procure saber se outra agência está operando.
Na impossibilidade de utilizar uma agência bancária, a solução é procurar, o quanto antes, o credor e solicitar outra opção de local para efetuar o pagamento, como Internet, sede da empresa, casas lotéricas, código de barras para pagamento nos caixas eletrônicos e outros.
As contas de serviços públicos como água, luz e telefone não precisam necessariamente ser pagas nas agências bancárias. É possível quitá-las em casas lotéricas e em alguns supermercados.
Opção
De acordo com o Procon-SP, diante de um cenário de greve, as empresas são obrigadas a oferecer outro local de pagamento. Se o fornecedor se recusar a disponibilizar uma alternativa, o cliente deve documentar sua tentativa e registrar uma reclamação junto ao órgão.
Para quem tem conta de luz, água, telefone, gás em atraso, a orientação é fazer o pagamento normalmente pelos canais alternativos do banco (Internet, telefone, corresponde bancário). As próprias concessionárias de serviço público costumam inserir os juros e as multas na conta do mês seguinte.
No caso dos títulos de cobrança (condomínio, escola, academia, financiamentos), a orientação é pedir ao cedente do título um novo boleto já com os valores atualizados ou fazer o pagamento pelo Débito Direto Autorizado (DDA). O DDA é um serviço de apresentação eletrônica de boletos bancários, que permite ao cliente realizar o pagamento de boletos eletronicamente.