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Greve dos bancários tem registro de piquetes em duas agências de Bauru

Bruna Dias com Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 3 min

A greve dos bancários se estende pelo segundo dia em Bauru e tem registro de piquetes em duas agências do Centro. Membros do sindicato da categoria impediram a entrada dos funcionários nas agências do Santander, na rua Rio Branco, e Banco do Brasil, na Virgílio Malta.

Segundo o diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, Paulo Tolon, a ação ocorre de forma pacífica. “Os funcionários sabem da situação pela qual estamos passando. Alguns permanecem em frente às agências esperando uma oportunidade para entrar”, diz.

Renan Casal

Segundo dia de greve dos bancários - sindicalistas impediram funcionários de entrar em algumas agências

A greve dos bancários começou ontem (19) com 50% de adesão dos trabalhadores em Bauru. Agências do Banco do Brasil, HSBC e Santander chegaram a fechar as portas na área central da cidade.

“Nos bairros é uma adesão mais sazonal, uma ou outra agência fica aberta mesmo. Mas na área central, a adesão foi forte. Agências como, por exemplo, do Banco do Brasil, HSBC e Santander já fecharam as portas. Como o caixa eletrônico fica dentro de algumas agências, até esse serviço não pôde ser utilizado pelos clientes. Amanhã (hoje) a expectativa é que mais agências fechem e a adesão seja maior”, disse Priscila Rodrigues, diretora do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região.


A categoria reivindica reajuste salarial de 11,93%, piso salarial no valor de R$ 2.860,00, participação nos lucros ou resultados (PLR) de três salários-base mais uma parcela adicional fixa de R$ 5.553,15 e valorização dos vales refeição e alimentação.


Nas últimas negociações, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou ao Comando Nacional dos Bancários reajuste de 6,1% (reposição da inflação prevista) sobre os salários, os pisos, a PLR e demais verbas de caráter salarial.

Lamento

Em nota, a Fenaban informou que “lamenta essa posição dos sindicatos, que causa transtorno à população, e reitera que a maioria das agências e todos os canais alternativos, físicos (autoatendimento, correspondentes) e eletrônicos vão continuar funcionando normalmente. Os bancos respeitam o direito à greve, entretanto, farão tudo que for necessário e legalmente cabível para garantir o acesso da população e funcionários aos estabelecimentos bancários”.

O sindicato ainda não tem uma nova assembleia marcada com a Fenaban e espera que a federação se manifeste novamente depois da greve deflagrada. Para evitar transtornos, a orientação é que os usuários dos bancos otimizem o tempo e, se possível, façam as transações pela Internet, em alguns casos.


Como ficam os serviços

A paralisação não isenta o consumidor de pagar suas contas dentro do prazo estipulado pelo credor. Para evitar eventuais encargos, como multas e juros pelo não pagamento da dívida em dia, a primeira atitude é ligar para a agência na qual possui conta para saber se ela aderiu à greve.


Caso tenha aderido, procure saber se outra agência está operando. Na impossibilidade de utilizar uma agência bancária, a solução é procurar, o quanto antes, o credor e solicitar outra opção de local para efetuar o pagamento, como Internet, sede da empresa, casas lotéricas, código de barras para pagamento nos caixas eletrônicos e outros.


As contas de serviços públicos como água, luz e telefone não precisam necessariamente ser pagas nas agências bancárias. É possível quitá-las em casas lotéricas e em alguns supermercados.


De acordo com o Procon-SP, diante de um cenário de greve, as empresas são obrigadas a oferecer outro local de pagamento. Se o fornecedor se recusar a disponibilizar uma alternativa, o cliente deve documentar sua tentativa e registrar uma reclamação junto ao órgão.

Contas em atraso

Para quem tem conta de luz, água, telefone, gás em atraso, a orientação é fazer o pagamento normalmente pelos canais alternativos do banco (Internet, telefone, corresponde bancário). As próprias concessionárias de serviço público costumam inserir os juros e as multas na conta do mês seguinte.


No caso dos títulos de cobrança (condomínio, escola, academia, financiamentos), a orientação é pedir ao cedente do título um novo boleto já com os valores atualizados ou fazer o pagamento pelo Débito Direto Autorizado (DDA). O DDA é um serviço de apresentação eletrônica de boletos bancários, que permite ao cliente realizar o pagamento de boletos eletronicamente.

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