Do total de supressões de árvores autorizadas pela Semma, cerca de metade ocorre por problemas fitossanitários, ou seja, por apresentarem doenças que comprometiam sua estrutura. Os demais casos, direta ou indiretamente, estão atrelados à inadequação da espécie ao local em que foi plantada.
São exemplares cujas raízes ameaçam a estrutura subterrânea de imóveis ou a rede de água e esgoto. Há ainda aquelas que foram plantadas muito próximas a casas ou guias e, depois de grandes, passaram a apresentar risco de queda ou acidentes.
Neste contexto, a falta de um plano de arborização – que nunca existiu em Bauru – é fator determinante para a derrubada de tantas árvores na cidade. Sem o critério adequado, ocorrem equívocos como a plantação de flamboyants ao longo do canteiro central da avenida Comendador José da Silva Martha.
Na quadra 4, por exemplo, duas das árvores tiveram de ser decepadas porque suas raízes começaram a provocar ondulações no asfalto. O mesmo ocorreu na praça Portugal, onde algumas espécies plantadas no passeio público também foram suprimidas.
Mas de acordo com o secretário em exercício e diretor do departamento de ações e recursos ambientais da Semma, Paulo André Zuwicker Yamamuro, já foram iniciados estudos para a elaboração de um plano de arborização urbana em Bauru.
O levantamento inclui a contagem e identificação das espécies já existentes e definição de áreas que precisam receber projetos, bem como do perfil de espécies para cada setor da cidade e áreas públicas de relevante interesse para implantação de parques e bosques.
“Mas trata-se de um estudo complexo, que está sendo feito apenas por um engenheiro da Semma e, por este motivo, não tem prazo para ser concluído”, observa Yamamuro.