A Presidência da República exonerou ontem um assessor da subchefia de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais investigado pela Polícia Federal.
Assessor da pasta comandada pela ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) desde março do ano passado, Idaílson José Vilas Boas Macedo também vai responder a sindicância instaurada ontem para apurar a participação dele no esquema de desvio de recursos de fundo de pensão de servidores municipais.
Filiado ao PT de Goiás desde 1999, Idaílson é investigado pela PF por formação de quadrilha e tráfico de influência.
Ele foi flagrado em escutas telefônicas e é suspeito de atuar em favor do grupo facilitando e promovendo encontros, em especial, de prefeitos do interior de Goiás com os responsáveis do esquema que ofereciam os fundos de investimentos.
A PF pediu a prisão, bloqueio de contas e busca na casa do assessor de Ideli, mas a Justiça negou.
Segundo a polícia, em documento ao qual a reportagem teve acesso, Idaílson atuava como “lobista” e mantinha “relação intrínseca” com a organização criminosa. Para os investigadores, os diálogos nos quais o assessor foi flagrado ficou claro que ele fazia “tráfico de influência”.
Deflagrada anteontem pela Polícia Federal, a operação Miqueias da PF apura dois esquemas distintos supostamente comandado por um ex-policial, um doleiro e um ex-dirigente de fundo de pensão e que teria movimentado R$ 300 milhões em 18 meses.