Cultura

Vai pro Oscar?


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O longa-metragem “O Som ao Redor”, do diretor recifense Kleber Mendonça Filho, representará o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro. O anúncio foi feito ontem pelo secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Leopoldo Nunes. No entanto, para ser um dos cinco finalistas na categoria, o longa ainda concorrerá com indicações de outros países.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos deve anunciar os filmes escolhidos em 16 de janeiro do ano que vem. A cerimônia de premiação será no dia 2 de março. “Nunca fico esperando por um prêmio. Mas muita coisa boa aconteceu com esse filme. Não descartaria essa possibilidade [de vencer o Oscar]”, disse Mendonça Filho.

Ele desbancou “Colegas”, de Marcelo Galvão, “Faroeste Caboclo”, de René Sampaio, “Gonzaga - De Pai para Filho”, de Breno Silveira, “Uma História de Amor e Fúria”, de Luiz Bolognesi e “Meu Pé de Laranja Lima”, de Marcos Bernstein. A escolha foi feita por uma comissão formada por nomes do Ministério da Cultura e do setor audiovisual, como a produtora Vânia Catani (de “O Palhaço”).

Em 2012, o país indicou “O Palhaço”, dirigido por Selton Mello. Mas o filme não chegou a alcançar a pré-lista com 15 indicados para disputar a estatueta do Oscar. O Brasil não figura entre os finalistas desde 1999, quando “Central do Brasil”, de Walter Salles, foi derrotado pelo italiano “A Vida é Bela”, do cineasta Roberto Benigni.

“O Som ao Redor” conta histórias da classe média da zona sul de Recife, e explora o cotidiano de quem vive entre muros construídos nos prédios e condomínios da paisagem urbana. O longa recebeu prêmios na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, no Festival de Nova York e no Festival de Roterdã, entre outros. O jornal “The New York Times” apontou “O Som ao Redor” como um dos dez melhores filmes de 2012.

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