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África: ataque no Quênia deixa mortos e feridos

Folhapress
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Reuters

Mulher ferida é retirada do shopping com a ajuda de outras pessoas

O grupo terrorista somali Al Shabab assumiu a autoria do atentado que deixou ao menos 30 mortos em um shopping no Quênia neste sábado e disse que a ação é uma represália contra a presença de tropas quenianas na Somália. Os dois países ficam na costa leste da África

"Os jihadistas entraram no centro comercial Westgate, mataram mais de cem infiéis quenianos e a batalha continua", afirmou o grupo em uma mensagem postada no Twitter. O Al Shabab é vinculado à Al Qaeda.

Também pela rede social, o grupo disse que não irá negociar com os policiais e que os muçulmanos foram escoltados para fora do prédio antes do início do ataque. "Apenas infiéis foram escolhidos para este ataque", diz a postagem.

Hoje, na hora do almoço no Quênia (13h locais, 8h no Brasil), um grupo de dez homens com vestes árabes invadiu o shopping Westgate com granadas e fuzis. Os atiradores continuam dentro do prédio, cercados pela polícia e por militares.

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Segundo informações das agências de notícias, parentes do presidente também foram mortos no tiroteio

Segundo o Departamento de Estado dos EUA, há americanos entre as vítimas.

Mais cedo, o Al Shabab havia postado que o Quênia "fez ouvidos surdos" aos seus frequentes alertas para que o país tirasse suas tropas da Somália.

Anteriormente, o grupo já havia feito ameaças de atacar esse shopping, muito frequentado por turistas estrangeiros, além de hotéis. Nunca, porém, levou a cabo as ameaças.

Logo após o atentado, a facção inicialmente disse que não daria declarações. Pouco tempo depois, começou a dizer que o ataque era o começo de uma "grande odisseia" como a de Bombaim. Na cidade indiana, uma série de ataques a hotéis de luxo, estações de trem e um centro cultural judaico deixou 166 mortos.

Segundo testemunhas, os atacantes do prédio pareciam somalis - mesma nacionalidade do grupo.

Reuters

Famílias que passeavam pelo centro comercial fogem do local


 

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